Penso que para mau entendedor nem todas as palavras bastam, por isso não adianta alimentar polémicas sem sentido, pois isso seria tentar em vão fazer entender que quero o bem da nossa terra, só que isso não passa por dizer sim só porque se deve dizer sim, tem igualmente de existir espírito critico, só assim podemos melhorar, caso contrário é o marasmo. Penso que a questão que aqui se coloca é aceitar, precisamente, esse espírito crítico, subitamente apareço aos olhos de alguns como o inimigo da terra, apenas por dizer o que penso. Claro que não obrigo ninguém a concordar comigo, seja como for, tenho feito um esforço para "colocar na agenda" (em tradução popular, diria, "trazer à baila"), um conjunto de temáticas locais, sobretudo aquelas que "passam ao lado" da maior parte das pessoas. É óbvio que nem sempre falo bem, mas isso é natural, ninguém precisa de tirar nenhuma licenciatura para perceber "que uma boa notícia não é notícia" (mais em concreto, "uma má notícia é boa notícia"). Todavia, não deixo de fazer um esforço para reforçar a nossa identidade e a nossa história, se não faço mais é porque não posso estar em todo o lado.
Podem até criticar mas tenho feito o que posso pela nossa terra, naturalmente que escrever para um determinado público acaba por me expor a críticas, nunca tive qualquer receio desse facto, sobretudo porque sempre acreditei estar a fazer o melhor por uma causa que é nossa ou deveria ser. Podia simplesmente ficar calado, como a maioria, contudo não o fiz, porque acreditei, porque sei que o debate de ideias é um sintoma de uma sociedade plural.
Convém deixar claro que nunca me servi de pretextos profissionais para escrever, escrevo pela nossa terra, por esse facto tento na medida do possível escrever sobre temas locais. Não escrevo para promoção pessoal, tento isso sim, fazer a ponte entre o saber universitário e a vivência local, mas sem qualquer arrogância. Uma arrogância que pode vir de quem escreve mas também de quem lê, sobretudo se não olhar com desconfiança desmesurada sobre quem escreve. Para o fazer tento usar palavras simples, sem contudo sair de um certo rigor, sei que para alguns deveria escrever de forma ainda mais simples, peço que me desculpem mas é necessário manter alguma coerência.
Já agora uma última observação, falo em necessidade de maior apoio da autarquia e das ditas forças vidas da região, o que não é o mesmo que dizer que não o fizeram, podem é fazer mais, mas isso é normal que se assinale, até porque, fazer mais nem sempre implica gastar mais, mas mobilizar mais, por exemplo, promovendo a iniciativa através dos seus canais próprios.
publicado por José às 09:00