Como tinha previamente avisado foi impossível estar presente no Tribal deste ano, com pena minha, pois é das iniciativas com as quais me identifico, mas trabalho é trabalho e, mesmo sendo fim-de-semana, tive de trabalhar sem parar.
Obviamente, se não estive presente não vou tecer comentários, aproveito a oportunidade para divulgar um comentário sobre o Tribal que me foi enviado, sobre o qual devo dizer que entendo a mágoa e o inconformismo face aos interesses de alguns, sempre afirmei que um dos problemas do Folhadal (e de Portugal em geral) deve-se ao facto de cada um querer "puxar a brasa à sua sardinah", quando os interesses individuais se sobrepoem aos interesses coelctivos e quando o desejo de protagonismo individual esmaga o que deveria ser a vontade colectiva é no minimo triste. Da minha parte ficam votos de apreço pela iniciativa, considerando que, apesar das contrariedades, se deve repetir em próximos anos, o que naturalmente implica o esforço de muitos. Sei que vão dizer que não faço nada, é natural que o digam, reconheço as minhas limitações, todavia, farei sempre o que estiver ao meu alcance em prol da nossa terra e não pensem que lucro seja o que for com isso, tal como a organização do Tribal tem muitas iniciativas são fruto do amor à camisola, que é no fundo a nossa terra. Por isso, não desistam, a teimosia de alguns é que muda a mesquinhez de outros.
Deixo-vos entretanto a opinião do Luís:

«Sobre II Concerto Tribal
Não sou pessoa de saber bem escrever e admito que tenho algumas dificuldades em transmitir as minhas ideias e pensamentos.

Mesmo com estas dificuldades e outras na realização da festa, vou aqui tentar transmitir o que foi o II Concerto TRIBAL, que se realizou no passado dia 15 de Julho no recinto exterior da Associação do Folhadal.

Como se sabe é uma festa alternativa, mas que tenta mostrar ao povo do Folhadal e ao Concelho de Nelas outras formas de Arte e do Espectáculo, que vão do artesanato, ao teatro e música, etc.

Assim a iniciativa de envolver as crianças do Folhadal dando a conhecer um instrumento como o Djembé foi um êxito. Todas as crianças inscritas gostaram de contactar com este instrumento e de participar no espectáculo, contribuindo esta actividade para o seu enriquecimento cultural.

Como o palco este ano foi montado no ringe desportivo e tal como eu já receava, as pessoas ficaram sentadas na bancada lateral e ficaram fora do ringue, tendo as crianças do Folhadal feito a sua actuação num “ambiente frio”, ou seja as pessoas estavam a ver ao longe o que é triste para quem esta em cima de um palco.

Na minha opinião a população deveria ter estado junto do palco a ver as suas crianças dando desta forma mais calor ao seu desempenho.

Em termos gerais correu bem todo o evento, mas admito algumas falhas como por exemplo o atraso que aconteceu com a peça de teatro, facto que quebrou um pouco do ritmo da festa e o Bruxo Alexandrino em Palco foi medíocre.

Outro factor com o qual estou desanimado foi o número de pessoas presentes do Folhadal, pois esta festa foi muito mais participada e admirada por gente vinda de vários pontos em nosso redor, como Oliveira do Hospital, Carregal do Sal, Tábua, Aveiro e Coimbra.

No passado ano de 2005 as entradas rondaram as 370 pessoas este ano a bilheteira ficou pelas 358 entradas.

Espero que o facto de as pessoas do Folhadal não terem aderido mais a este evento, nada tenha a ver com a pessoa que neste momento explora o Bar da Associação do Folhadal.

A pessoa que em causa, nada fez para que todo este evento fosse um factor positivo para a nossa terra, muito pelo contrario, apenas dificultou a vida a quem quer trabalhar, divulgar e mostrar o que pode fazer este povo, quando está todo junto e do mesmo lado, com a vontade máxima e apenas de levar o nome da nossa terra bem longe.

Este tipo de gente demonstra falta e inteligência, egoísmo, cobardia e representa claramente e sociedade podre que nos rodeia todos os dias.

Com a ajuda de pessoas desta estirpe que decidem fazer festas no mesmo dia do II Concerto Tribal, que diz que “a Festa Tribal vai ser um fiasco”, que especula sobre os preços dos bilhetes, que durante a manhã do dia 15 de Julho dificulta ao máximo a aprendizagem das crianças do Folhadal no workshop de Djembé, eu pergunto:

Qual será o futuro do Folhadal???

Porque será que quando alguém quer fazer algo de positivo, tem de ter atrás de si gente que só quer protagonismo e outros que só querem dificultar (como por exemplo a Senhora que explora o Bar da Associação) e não pretendem colaborar???

A pessoa que estiver explorar o Bar da Associação só tem a ganhar com este tipo de eventos, porque é uma forma de divulgação e promoção do Bar da Associação e do Folhadal.

Neste caso em concreto, foi proposto a quem explora o Bar da Associação, pagar um dos vários artistas presentes na festa. Aqui os valores em causa estão entre 100 euros até aos 350 euros, podendo desta forma escolher o valor a pagar e em contrapartida, explorava uma barraquinha com diversos tipos de comidas.

Foi feita esta proposta porque no I Concerto Tribal se verificou que era rentável a exploração de uma barraquinha com diversos tipos de comidas.

A proposta efectuada não foi aceite e não recebeu a organização qualquer tipo de sugestão ou solução. A isto adiciono o facto de a Senhora a quem foi feita a proposta, dizer, a quem a quer ouvir, que a Organização do II Concerto Tribal, lhe pediu 850.00 euros, o que é falso.

Este facto levou a que a “Exploradora” do Bar da Associação, tenha ganho algo mais sem ter feito qualquer tipo de esforço para que o II Concerto Tribal fosse um sucesso ainda maior.

Acho estranho o facto de em dias normais e mesmo em fins de semana que a esplanada não ser devidamente colocada, e as pessoas não sejam atendidas com o devido profissionalismo como requer o preço que se paga.

O factor profissionalismo, o aspecto do saber estar, e saber separar a vida pessoal da vida profissional deveria no meu entendimento, ser elemento básico para se saber servir outras pessoas, com o intuito de prestar o melhor serviço possível.

Com estes factos pergunto porque é que no dia 15 de Julho, foi dado tanto emprenho e dedicação umas quantas cadeiras e mesas de uma explanada que não pertencem a quem explora o Bar da Associação???

Não se estranhava esta situação, se a exploração da explanada no recinto da associação fosse efectuada de forma regular e constante.

Em relação a cinco participantes da mostra de artesanato e a uma barraquinha que fazia tranças no cabelo, tipo “rasta”, foi inicialmente pensado em se cobrar algum valor pela mostra destas artes na nossa festa, mas depois foi decidido nada se cobrar, pois não sabíamos qual seria o retorno que estes expositores poderiam ter.

Aqui devo dizer que foi um contributo importante para a riqueza da festa, mas notei que algumas pessoas ficaram sentadas nas bancadas do recinto e em sua volta, sem terem visitado o que estava exposto.

Aqui mais uma vez pergunto… será que valeu apenas aos participantes da mostra de artesanato terem vindo?

Na minha opinião valeu apenas no sentido cultural, porque é uma mais valia e mostra o que se faz na nossa terra, mas é apenas a minha opinião…

Em conclusão e segundo a minha forma de estar e pensar, gente que não apoia o que é feito na nossa terra, não é bem vinda, gente que não sabe o que quer da vida, e que não tem capacidade para fazer algo de positivo e de deixar legado para o bem comum, não é bem vinda.

Este tipo de gente mesquinha e com sentido supérfluo da vida só vem trazer conflitos e desunião na comunidade, desenvolvendo aqui os seus pratos favoritos que são a coscuvilhice intriga, inveja e mal dizer.

Infelizmente isto acontece porque na nossa sociedade temos de lidar no nosso dia a dia com gente sem criatividade, sem espírito crítico, mas que no entanto se tenta evidenciar da pior forma, que é sobre a forma de nódoa.

Para todos os que comungam dos comportamentos e ideais atrás referidos, que criticam por criticar sem nada apresentar aqui fica o meu inteiro desprezo.

Neste ponto final, saliento o valor de os todos os que colaboram, que ajudam verdadeiramente, que acreditam e respeitam outras formas sérias de estar e de pensar.

A estes devo respeito e consideração

Para eles o meu profundo agradecimento.

Assinado

Luís Costa»
publicado por José às 15:35