Não sei o que realmente se passou com a ETAR do Folhadal , mais em concreto com o entubamento previsto. Ontem estive no local e fiquei sem perceber o que se passou, também só o relato dos acontecimentos poderia esclarecer a questão. Se foi vandalismo é algo extremamente reprovável, se foi a autarquia que voltou atrás não deixa de ser igualmente reprovável. Digo isto sem qualquer certeza, nem para sustentar a mera especulação.

Da autarquia ainda espero que seja resposta a situação inicial, pois o dique foi destruído para que fosse possível proceder ao dito entubamento mas algumas das pedras do referido dique não foram repostas. Sei que o processo nasceu torto e agora é difícil endireitar-se, sendo que o "povo" andas de costas voltadas para este tipo de questões, excepto quando alguém é em particular directamente afectado é que reage para defender os seus interesses. Seria bom para todos se fossemos capazes de zelar pelo que é nosso, contando-se aqui as fontes, as árvores, as pedras, sim as simples pedras também são nossas, são lugares de memória que importa preservar. Isto para citar alguns exemplos e de modo a evitar que a noção de património seja visto como algo material e mensurável, mesmo assim noto que exemplos como as sepulturas antropomórficas e a Orca do Folhadal são ignoradas por quase todos.

É óbvio que sou a favor da ETAR, até para não acontecerem episódios como os do Maninho, de esgotos a céu aberto, infelizmente à semelhança do que acontece um pouco por todo o país. O que eu acho incrível é acontecerem no nosso concelho, tão pequeno mas com tanto problema.

publicado por José às 12:15