Não quero parecer, nem ser, agoirento relativamente ao sussurado regresso do Planalto, não deixo é de manifestar o meu descontentamento pelo facto de, até ao presente, ninguém ter falado comigo. Ao que tudo indica esta é uma intervenção de emergência para não se perder definitivamente o título, todavia, face à participação de longos anos e até à anteproposta para dar sequência ao projecto. acharia bem que alguém tivesse falado comigo. Até porque, embora sempre ocupado, não sou de virar as costas à nossa terra, muito menos ao jornal Planalto, pelo qual sempre me bati.

Naturalmente que defendo a continuidade do jornal, uma vez que tem um espaço próprio, vago e difícil de ocupar. Não quero com isto defender a sua continuidade nos anteriores moldes, quem me conhece sabe que defendo um Planalto mais aberto à sociedade civil e menos fechado na esfera religiosa, se existir coragem para assumir que o facto de ser propriedade da Igreja não equivale a fechar-se sobre si mesmo (ou mesma). Digo isto mas sei que alguns "puristas" defendem um Planalto segundo os estatutos, importa é que se convençam que as sociedades mudam e que o jornal tem um papel absolutamente fundamental no relato e reflexão atempada sobre os processos actuais, só assim se constituirá como documento para as gerações vindouras e como espelho dos processos de mudança.

Faço votos que este seja um motivo para dar real continuidade a esta herança do passado, como é do conhecimento público, aliás com expressão bem presente na dimensão virtual, sempre estive disposto a dar o meu contributo, desde que o meu espírito critico seja visto como vontade em fazer mais e melhor, fora de lutas políticas ou de meros caciquismos que tendem a perpetuar a eventual influência de alguns sobre os outros.

publicado por José às 18:26