Neste momento assistimos a dois fenómenos que me fazem deixar um pequeno texto sobre a questão da rádio:
Por um lado, a Entidade Reguladora da Comunicação Social passa a regular as quotas de música portuguesa nas nossas rádios. Alguns especialistas afirmam que tal se destina sobretudo a rádios com cobertura nacional, as quais não respeitam a lei da rádio no que toca à quota de música portuguesa, culpando as playlist e o facto de tudo ser agora feito por computador e por um animador de rádio que substituiu o locutor realizador de rádio. De facto em parte isso é verdade, mas também é verdade que essa lógica conquistou algumas rádios locais, na nossa região não é difícil descobrir essa nova realidade.
Por outro lado, regista-se uma iniciativa do género "Os grandes portugueses ", neste caso denominada os "Óscares da rádio" que pretende exaltar o papel dos profissionais e das várias rádios nacionais. Uma iniciativa a que podem ter acesso através do endereço http :/ www.oscaresdasradios.com
Embora não me identifique com o rumo das actuais rádios, nacionais e locais, reconheço o papel que a rádio teve na minha formação como pessoa, em parte cresci com a rádio, tal como várias pessoas da minha geração. Não voto, pelo menos por mim em ninguém, mas reconheço que admiro o contributo que profissionais como António Sérgio e mesmo Aníbal Cabrita deram à rádio e à música em geral, após o seu contributo a rádio passou a funcionar com uma bitola, segunda a qual não existe inovação, apenas reprodução de modelos importados e automatizados.
publicado por José às 20:30