Do último texto faltam algumas referências, até porque não se pode dizer tudo de uma vez, além disso são referências constantes na minha leitura sobre o local e o global. Falo do ambiente como causa como e não como modo de protesto de uns face aos comportamentos menos responsáveis de outros. Lá lá vai o tempo em que os defensores das causas ambientais eram considerados como maluquinhos, por usarem formas de protestos radicais. Defender o ambiente nos dias de hoje é uma questão de cidadania, é defender os interesses de todos, sem que isso implique elevá-los acima dos nossos, pois também nós estamos directamente implicados.

Por outro lado, é um facto que o ambiente é visto na óptica do negócio. Essa perspectiva não se pode condenar apenas por condenar, com superficiais argumentos, é bom reconhecer que existe espaço para negócio e para a salvaguarda do planeta, a dificuldade está em encontrar esse equilíbrio . Como cidadãos não nos vamos remeter ao lugar de "folgados", defendendo que isso não é connosco, vamos dar o nosso melhor. Depois não vale a pena elevar de forma categórica que "Já não há valores!", como se a sociedade não fosse capaz de se reproduzir, existem é outros valores que importa incorporar na prática quotidiana (não estou com isto a desculpar algumas práticas perfeitamente condenáveis, como o exercício aleatório da violência ou as discrepâncias geracionais).

publicado por José às 12:03