Vem tudo isto a propósito da reportagem da SIC sobre o problema da radioactividade nas minas da Urgeiriça . Saliente-se que o relatório MinUrar fazia o ponto de situação relativamente aos riscos que correm os antigos trabalhadores, agora o problema é outro. Algumas vezes falei sobre a eventual tentativa de alguns terrenos adjacentes serem usados para construção, na prática o que se passa é que as antigas casas dos trabalhadores e alguns armazéns da antiga ENU estão ocupados por habitações ou por pequenas empresas, o que representa um enorme risco.

Além disso todos sabem que existem diversos blocos de apartamentos logo do outro lado da rua da saída do poço da mina. É verdade que o problema não era visto tal como hoje é, todavia importava fazer um completo rastreio daquelas pessoas e as necessárias medições das suas habitações. Seria importante declarar a zona como zona interdita à construção, quer para habitação,  quer para a instalação de empresas, infelizmente não acredito que assim seja e, mais grave ainda, antevejo o aumento de construções.

Por outro lado tem a questão da água que agora, tal como antes, corre pela ribeira da Pantanha rumo ao Mondego. Importa realizar medições exaustivas e regulares da dita ribeira, porventura chegando às pessoas que sempre utilizaram aquelas águas contaminadas. Tal como tenho referido vezes sem conta, as águas eram usadas para regar os campos, tendo os proprietários a uma indemnização sem saberem o motivo exacto, sabiam apenas que a água tinha cor amarela, podendo os terrenos ter menor produtividade. Em acompanhei várias vezes, sobretudo o meu avó Valério várias vezes à sede da empresa para levantar esse dinheiro, se calhar em casa ainda existe algum desses avisos para ir receber, se algum dia encontrar digitalizo e anexo. De momento é bom que o povo saiba que a água pode continuar a ser atirada para a dita ribeira contaminada, indo rumo ao Mondego com a força que a gravidade lhe concede e permite, ou seja, provavelmente sem que pouco ou nada seja feito.
As medidas prioritárias passam, assim, pelo rastreio à população (não apenas aos trabalhadores, bem como pela monitorização dos cursos de água e dos níveis de radioactividade nas casas e até nas estradas. Paralelamente, deve ser decretada a proibição da construção de novas habitações, interditando em caso de necessidade o uso de algumas e do funcionamento de algumas empresas. Pelo que é necessário chamar a empresa EDM às suas responsabilidade, evitando que faça mais valias com o seu património, pois está em causa a saúde público.
Podem ver mais imagens em http://imagensfolhadal.blogspot.com/
publicado por José às 21:35