Com a globalização a afectar até as economias mais fortes importa valorizar-se tudo o que é realmente nosso. E essa valorização começa na carteira e acaba na mesa de cada um. Ou até antes, para os poucos que ainda se dedicam à agricultura e à produção de frutas, neste caso.
 


Escolhi dois dos ícones da nossa terra: a produção vitivinícola, naturalmente porque é o produto por excelência da nossa região, embora ameaçado ou pelo menos cada vez mais remetido à lógica de uma produção mais exigente, praticamente banindo o pequeno produtor. Sendo que este ano com a invernia que tem ocorrido fora de horas a produção corre inevitáveis riscos.


A produção de figo - não porque tenha expressão de relevo, mas porque sempre esteve ligada à economia doméstica. Quem não se lembra do figo como complemento alimentar para alimentar o porco da família que depois seria morto meses depois? Infelizmente na nossa terra a produção de figo nunca foi pensada numa lógica de mercado, felizmente serve o mercado de troca informais, assim chega para todos e talvez se aguentem as figueiras nos próximos anos.
publicado por José às 21:38