Junto o anterior fim-de-semana no distrito de Setúbal em trabalho e este fim-de-semana com uma ida rápida à nossa terra e confirmo um facto preocupante: em muitos locais do país é comum encontrarem-se à venda produtos, sobretudo alimentares, da região. Na nossa terra e na nossa região pouco se vê de produtos locais, exceptuando o caso do vinho. O que vejo de outros terras é que as batatas, as cebolas, as maçãs, as laranjas, quase tudo ainda é produzido e comercializado localmente. Bem sei que na nossa terra ainda muitas pessoas se dedicam à agricultura e consomem o que produzem, todavia, a onda de supermercados que varreu a região alterou completamente os hábitos de consumo, convencendo-se alguns que ter 2 ou 3 ou mais supermercados ao dispor isso é por si só sinónimo de qualidade de vida. Aliás, parte do problema está aí, qualidade de vida por ser sinónimo de ter poder de compra, mas não se deve confundir com o mero acesso à sociedade de consumo, pois a qualidade de vida não se atinge por vida do consumo sem regras, mas através de boas práticas de consumo. Inevitavelmente o consumo (ligado a outras questões , obviamente) repercute-se na actividade produtiva, sendo ela pouco onerosa e sem estatuto social.
publicado por José às 19:23