Penso que por culpa minha posso ter levado os leitores a interpretações exageradas sobre a minha reflexão relativamente à existência de eventuais situações de "compadrio" no concelho. Não sei se existem, espero bem que não, mas isso não deverá ser um impedimento a deixar uma nota sobre algum burburinho relativamente à questão, sem acusar ninguém, sem visar ninguém, até porque não moro aí e não me cabe a mim esse fardo (era o que faltava). Temos é que reconhecer que o blog se trata de um registo pessoal que permite algums reflexões que não cabem noutros espaços, por exemplo, nunca fiz tal reflexão no Planalto nem tal me passava pela cabeça. Mas, seja como for, não visei ninguém, nem pretendi.
As últimas palavras justicam-se face ao e-mail entretanto enviado pelo Luís Costa e que aqui faço questão de reproduzir, bem como a minha resposta.

Mail do Luís Costa
"Caro José Ferreia,


Perante o artigo”O triunfo do compadrio” fico perplexo com as falsidades ai patentes, ou seja na minha opinião não se pode enveredar pelo “diz que disse”.

Nesta publicação em concreto, acho que deve ser mais objectivo com os nomes das pessoas em causa e não pode publicar o que o povo diz sem termos certezas absolutas. Aqui refiro em concreto o 2.º ponto final onde termos como por exemplo “passou a fazer parte do pessoal ao serviço da Autarquia” é totalmente falso, perante a pessoa que pretende possivelmente quer atingir.

Assim não consigo entender como é possível publicar algo ou atacar alguém sem termos dados concretos, objectivos, ou provas claras do que estamos a escrever. Na minha opinião seria bom esclarecer concretamente todos os leitores do blog sobre quem lhe deu a informação errada.

Como imagina não sou apreciador do “diz que disse” e como tal na minha opinião não se pode publicar algo que possa deixar duvidas, ou que seja falso. Antes de qualquer publicação deverá existir uma investigação e fundamentação, para se poder dar uma informação concreta e não se especular com o tal “diz que disse”.

Para finalizar agradeço da sua parte uma análise objectiva e séria sobre o trabalho efectuado pela Junta de Freguesia e da Câmara Municipal no Folhadal.

Não podemos dar muita atenção a pessoas com falta de iniciativa e que só criticam por criticar, temos sim de ver a obra já feita e dar todo o apoio a quem luta todos os dias para termos um Folhadal melhor.

Gostava de poder deixar este comentario no blog, mas não me foi possivel.

Luis Costa"

A minha resposta

"Caro Luís
Convém frisar que não acusei ninguém, nem me referi a ninguém em particular, apenas escrevi sobre o que "andava no ar no momento", sobre as conversas do povo, apenas isso me interessou, naturalmente que apurar a veracidade desses boatos é fundamental, contudo apenas quis mencionar o tema das conversas e não os conteúdos, além do mais não conheço suficientemente a realidade para o fazer, nem é do meu feitio atacar ninguém, nem é meu hábito entrar em questões políticas, não tenho qualquer interesse nessa área, nem simpatizo nem com governantes nem com a oposição, só me interessa que se faça o melhor para o concelho e um melhor Folhadal, nada mais. O que não implica que faça uma referência às "preocupações das pessoas", evitando, contudo expressar a minha opinião, o que aliás foi feito. Não tenho qualquer motivo para atacar ninguém, nem visar ninguém com determinados comentários, sobretudo se não possuírem fundamento. Não vejo motivo para seja quem for se sentir retratado, pois não tive esse objectivo, o blog é um espaço de reflexão pessoal sobre a terra, podendo ser partilhado, mas não é um espaço de ataque a ninguém. Claro que reconheço que "muito do que o povo diz" é mera especulação e que o boato que anda de boca em boca pode afectar terceiros, infelizmente sei qual o peso do boato no Folhadal, ao longo da vida já me inventaram rotas e destinos, sortes e azares. Mas mesmo sabendo isso tudo não quis deixar de questionar os leitores sobre esse "diz que não diz", por esse facto o título surge com uma interrogação, embora correndo o risco de uma eventual má interpretação aumentar o boato.
Seja como for, repito, não tive, nem tenho intenções e visar ninguém, interessa-me o melhor para a terra, por esse mesmo facto é que faço referência à necessidade de transparência dos processos, essa é a questão que verdadeiramente me interessa, não o "diz que diz".
Cumprimentos
José Gomes Ferreira"
publicado por José às 17:17