Não fosse a questão de uma assinalável prioridade não voltaria a ela. Retomo-a dado risco a que os peões são sujeitos e uma vez ignorados os meus anteriores alertas. Para agravar o problema até a estrada alternativa, a dita antiga estrada do Folhadal, praticamente não tem passeios arranjados e seguros. Como já devem ter percebido estou a falar da estrada nova do Folhadal (ou Av. António Monteiro) que não tem qualquer passeio no curto troço entre a rotunda dos eucaliptos e a urbanização do Cachafal. Por conseguinte, o presente artigo, embora breve, é mais um alerta para que seja devidamente acautelada a segurança dos peões nesta via. Sabendo nós que é cada vez maior o número dos nossos conterrâneos que se serve desta via para uma caminhada no início das noites de verão.
Este descuido, por parte seja de quem for, configura uma situação de grave negligência, ou de pura irresponsabilidade, pois a ausência de qualquer passeio neste troço coloca em risco a vida dos peões e mesmo dos automobilistas, sem que ninguém se manifeste interessado em encontrar uma solução para o problema. O mais grave nisto tudo é que a avenida em causa tem poucos anos, fica por perceber se o projecto não previa a construção da totalidade dos respectivos passeios ou se esta foi sendo adiada. Não queria entrar em especulações mas fica de ideia de alguém, porventura, ter aguardado o avanço das urbanizações, pois com esse avanço ficaria resolvido o problema do acesso dos peões. O problema é que a situação parece arrastar-se indefinidamente, sem que ninguém de direito se imponha.

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As imagens de ambos os lados da via são elucidativas. Falhamos assim no que se pode designar como sendo pequenos pormenores, que podem e devem ser corrigidos. Fica por saber qual a nossa capacidade de resposta a situações de catástrofe, digo isto porque escrevo estas palavras numa altura em que o país e o mundo vivem momentos trágicos – o país vive um ano de extrema seca e de devastadores incêndios; o mundo foi agora afectado por furacões com uma intensidade desmedida, que paralelamente deixaram claro que até as grandes potências se esquecem de acautelar situações de risco.

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Ambas as imagens mostram claramente que apenas existe passeio quando existe construção de prédios, uma situação que não seria grave no caso desta via ser uma mera estrada, sem pessoas, sem casas, sem vida própria. Mas foi por algum motivo que alguém decidiu classificar esta via como Avenida. Importa é que se dignifique esse título e que se protejam devidamente peões e automobilistas. A questão que fica e que se impõe, quer nas vésperas de eleições, quer a um presidente A ou B, prende-se com o assumir de responsabilidades perante alguma fatalidade. Quem assume essa responsabilidade? Os peões desprovidos de uma parte da via? Ou automobilistas perante o “descuido” dos peões? Ou a autarquia por se ter esquecido de ambos? A resposta fica ao critério dos leitores, sem esquecer no caso da autarquia que a existir responsabilidade ela terá contornos políticos e técnicos, pois alguém decidiu a construção da via, alguém a projectou e alguém pelo menos fiscalizou os trabalhos.

José Gomes Ferreira


Nota Por manifesta falta de tempo só agora exibo penso que o último artigo publicado no nosso Planalto, confesso q de momento não tenho presente se falta inserir algum deles no blog
publicado por José às 19:14