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Quarta-feira, 28 / 06 / 06

Próxima etapa

Pelo facto de nas próximas semanas ter de fazer uma autêntica maratona em termos profissionais não vou ter tempo nem para actualizar o blog e nem para ir ao Tribal 2006, sobretudo este último tenho pena, pois acredito que seja um verdadeiro sucesso, a julgar pelo evento do ano anterior. Como se poderá verificar mais tarde, esta ausência é por uma boa causa, até porque, para mim, representa o arranque da divulgação pública de algo em que estou envolvido intensamente desde janeiro de 2000, são muitos anos mesmo. Desejo um Bom Tribal e boas férias para quem entretanto iniciar as suas férias.
publicado por José às 09:16
Segunda-feira, 26 / 06 / 06

Para mau entendedor ...

Penso que para mau entendedor nem todas as palavras bastam, por isso não adianta alimentar polémicas sem sentido, pois isso seria tentar em vão fazer entender que quero o bem da nossa terra, só que isso não passa por dizer sim só porque se deve dizer sim, tem igualmente de existir espírito critico, só assim podemos melhorar, caso contrário é o marasmo. Penso que a questão que aqui se coloca é aceitar, precisamente, esse espírito crítico, subitamente apareço aos olhos de alguns como o inimigo da terra, apenas por dizer o que penso. Claro que não obrigo ninguém a concordar comigo, seja como for, tenho feito um esforço para "colocar na agenda" (em tradução popular, diria, "trazer à baila"), um conjunto de temáticas locais, sobretudo aquelas que "passam ao lado" da maior parte das pessoas. É óbvio que nem sempre falo bem, mas isso é natural, ninguém precisa de tirar nenhuma licenciatura para perceber "que uma boa notícia não é notícia" (mais em concreto, "uma má notícia é boa notícia"). Todavia, não deixo de fazer um esforço para reforçar a nossa identidade e a nossa história, se não faço mais é porque não posso estar em todo o lado.
Podem até criticar mas tenho feito o que posso pela nossa terra, naturalmente que escrever para um determinado público acaba por me expor a críticas, nunca tive qualquer receio desse facto, sobretudo porque sempre acreditei estar a fazer o melhor por uma causa que é nossa ou deveria ser. Podia simplesmente ficar calado, como a maioria, contudo não o fiz, porque acreditei, porque sei que o debate de ideias é um sintoma de uma sociedade plural.
Convém deixar claro que nunca me servi de pretextos profissionais para escrever, escrevo pela nossa terra, por esse facto tento na medida do possível escrever sobre temas locais. Não escrevo para promoção pessoal, tento isso sim, fazer a ponte entre o saber universitário e a vivência local, mas sem qualquer arrogância. Uma arrogância que pode vir de quem escreve mas também de quem lê, sobretudo se não olhar com desconfiança desmesurada sobre quem escreve. Para o fazer tento usar palavras simples, sem contudo sair de um certo rigor, sei que para alguns deveria escrever de forma ainda mais simples, peço que me desculpem mas é necessário manter alguma coerência.
Já agora uma última observação, falo em necessidade de maior apoio da autarquia e das ditas forças vidas da região, o que não é o mesmo que dizer que não o fizeram, podem é fazer mais, mas isso é normal que se assinale, até porque, fazer mais nem sempre implica gastar mais, mas mobilizar mais, por exemplo, promovendo a iniciativa através dos seus canais próprios.
publicado por José às 09:00
Terça-feira, 20 / 06 / 06

Adenda ao artigo

Não quero alimentar controvérsias, todavia não deixo de acrescentar o seguinte sobre a polémica que se gerou relativamente à escolha das bandas. Penso que qualquer leitura atenta do meu artigo permite concluir que em momento algum falo mal da iniciativa ou da organização, bem pelo contrário. A diferença que expresso é apenas de gosto e foi dessa diferença a que sempre me referi, penso que isso não é crime, embora não seja do agrado de todos. Somente uma leitura transversal e superficial poderá fazer alguém sequer supor que "falei mal da iniciativa", procuro, isso sim, traçar um breve retrato do que aconteceu, de bem e de mal, ao mesmo tempo que procura, da forma que me é possível, deixar sugestões próximas edições, sugestões não apenas dirigidas à organziação mas, sobretudo, ao público/população da nossa terra e à ditas forças vivas da região, institucionais ou não, para que demonstrem no futuro o seu claro apoio à iniciativa.
Aceito com naturalidade divergências de gosto, não aceito é alguns comentários menos próprios, penso que no futuro terei de repensar a questão da participação dos leitores do blog, tenho pensado em transformar o blog numa página, pois o peso dos artigos mais tarde ou mais cedo a isso obrigam, será algo a pensar após as férias de verão, até porque comporta algumas despesas e eu não sou propriamente rico, como algumas pessoas sabem adoro o que faço, todavia isso não paga todas as despesas, serve pelo menos para um enorme enriquecimento pessoal, entre outras virtudes de que aqui não falarei, pois o blog não está ao meu serviço, mas sim da nossa terra.
publicado por José às 21:25
Terça-feira, 20 / 06 / 06

III Rock in Mondego – Folhadal 2006 (in Planalto Junho de 2006)

Somente quem usa a negação como maneira de estar na vida dirá que o III Rock in Mondego não foi bem organizado, sobretudo tendo em conta a limitação de recursos e os constrangimentos locais. Se esquecermos a questão da escolha das bandas e aquele percalço inicial da quebra de energia, prontamente resolvido, só nos resta reconhecer todo o trabalho desenvolvido. Todos sabem que este tipo de iniciativas envolve muita gente e implica uma enorme coordenação de esforços. Tudo isso funcionou e continuaria a funcionar mesmo com o recinto a abarrotar. Acreditem que nem tudo é ruído, nem tudo é desorganização.
Muito é virar de costas, mesmo ao feito bem feito, mesmo ao que é nosso, sobretudo ao que deveria ser assumido como nosso. Assim é fácil apontar o dedo, assim é fácil colocar rótulos quando se esperaria ver reforçadas virtudes. Talvez por isso o público não tenha aderido em massa como seria desejável, embora vários factores tenham sido determinantes para este facto. Não entendo a resistência da população a uma causa que deveria ser comum, sei que nem toda a gente é obrigada a aderir à sagração do ruído, todavia, ficaria bem a adesão a uma iniciativa local. Se o festival foi organizado por um grupo de jovens da terra não se entendo o motivo de nem os próprios pais terem aderido. Pergunto-me, foi por falta de orgulho nos filhos ou por não acreditarem na sua capacidade de realização? Pois, gostando ou não das bandas em palco, esta iniciativa cria raízes, pode muito bem transformar definitivamente estes rapazes e esta terra.

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Não podemos esquecer o facto da hora tardia dos espectáculos não facilitar a mobilização dos mais velhos. E uma coisa leva a outra, quer se queira quer não, muitas famílias condicionam as habituais saídas dos seus filhos. Não me cabe a mim criticar as estratégias famílias, no entanto, assim vistas as coisas, realizado a altas horas o festival correu o risco de ser deixado a uma minoria. Ou se quiserem, “para uma imensa minoria”, tal era o lema de uma rádio alternativa que deixou saudades. Podemos alinhar ao lado destas desculpas uma lista de várias outras, todavia, o principal motivo não é nenhum desses.
Não precisamos de ser críticos de música para concluir que o festival repetiu alguns erros antigos na escolha das bandas, com a agravante de colocar em cena bandas que já tinham deixado claro que não se enquadram com a ideia de evento temático capaz de chegar ao máximo de pessoas e numa comunidade em transição geracional como é a nossa. A salvar a noite estiveram os BedNoise, a única banda como uma actuação verdadeiramente séria e audível. Todos sabemos que os gostos não se discutem e que as diferentes gerações têm gostos e práticas que as distinguem, sabendo tudo isso, deveria ter sido dada especial atenção à escolha do cartaz para este III Rock in Mondego. Uma escolha tão elitista parece querer insinuar que o rock se fecha numa única tendência e que é apenas sinónimo de juventude (se fossem alguns ritmos de electrónica ainda poderíamos ponderar essa possibilidade). Que fique claro: primeiro, o rock não nasceu hoje; segundo, o festival não foi organizado por meia dúzia de pessoas para seu belo prazer, se assim fosse mais valia adquirem gravações das bandas presentes ou então fazerem os espectáculos lá em casa.
Surgem estes últimos comentários a propósito de actuações de um rock que nada nos mostra de novo, apenas serve para “curte” de alguns e horror da maioria. Pior ainda, não justifica que parte da população perca indevidamente o sono por causa deles. É preocupante esta ideia de rock, como se fosse a exaltação do todo e do nada, ou então, se quisermos, como se fosse unicamente prazer, alienação, devassa e provocação. Em próximas edições o melhor é organizar-se uma brigada anti-mosh para evitar que bandas como estas tenham o prazer de subir ao palco em expressões que invadem as franjas do inaudível e do ridículo. A organização que não me leve a mal, mas esse tipo de intervenções faz sentido em contextos mais fechados, não numa festa do rock em que se quer envolver toda a comunidade. Estas escolhas ficariam bem, como digo acima, numa festa privada.
É importante que não nos esqueçamos que organizar um festival de rock é, também, celebrar a vida, em família, em comunidade, em amizade. Esta deveria ser a festa da música, pelo menos de uma das suas expressões mais marcantes. Deveria por isso ter uma escolha capaz de se enquadrar nesse espírito. Em jeito de apreciação geral cabe acrescentar que temos, desde já, uma garantia: fica trabalho realizado, fica, igualmente, demonstrada a capacidade de iniciativa, tal como ficam as portas abertas para que no futuro a nossa terra e as nossas gentes vejam o seu trabalho reconhecido. Naturalmente que os aspectos menos conseguidos devem ser afinados, o que nos implica a todos.
Finalizo este meu artigo dedicado ao III Rock in Mondego com palavras de esperança. Desejo que a lição que se tem tirado destas três organizações resulte em bons frutos na organização do próximo festival. Seria desejável conseguir o apoio da autarquia e das ditas forças vivas da região: olhem para estes jovens e estas iniciativas como propulsores da mudança, façam o que estiver ao vosso alcance para os apoiarem, diria mais, façam o favor de estar atentos. Por exemplo, não sou o único a ver com bons olhos a integração deste festival na Semana Cultural de Nelas, basta que para tal a autarquia e os mecenas se mostrem interessados. Fica lançado o repto a todos.</f>

José Gomes Ferreira
publicado por José às 21:02
Sexta-feira, 16 / 06 / 06

O que dizem os leitores

No que espero ser o culminar de divergências de gosto sobre as bandas que estiveram no III Rock em Mondego exibo o último aqui deixado, pelo simples facto de não se ficar pela divergência de gosto, mas por ser ofensivo. Não faço comentários ao que está escrito, continuarei a ser quem sou, simples e dedicado à nossa terra, apenas isso, não procuro protagonismo pessoal, o meu esforço não é por vontade de protagonismo, é pela nossa terra:

"Agora já estás a falar mais mansinho mas isso nao muda a minha opiniao sobre ti...acho que andas um pouco armado em reporterzinho de terceira categoria e só te limitas a criticar tudo e todos.Espero bem que o que escreveste para o planalto nao me faça sentir mal disposto ou entao vamos ter chatisses.e já agora um pequeno aviso...acho melhor teres cuidado com o que escreves pois se das com um doido as coisas podem-te correr mal de duas maneiras...uma é que podes ser amassado sem saber por quem,e outra é estares sujeito a um processo de difamação ou algo do genero.ATENÇÃo:isto nao é uma ameaça.Boa sorte para ti e pras tuas intelectualidades..."
publicado por José às 08:59
Quarta-feira, 14 / 06 / 06

Polémicas?

Normalmente quando os outros nos criticam temos por preceito desafiar esses outros para serem eles a fazer. Nada disso me espanta, não fosse o facto de estar distante e ter uma vida muita ocupada não teria qualquer problema em participar na organização do próximo Rock in Mondego, digo participar pois ninguém faz aquilo sozinho.
Que fique claro, em momento algum "falo mal" da organização, pelo contrário.
Se bem se lembram afirmei que todos os meus comentários surgiriam publicados em próximo número do Planalto, não tenho medo de escrever para toda a gente ler, embora possa desagradar a organização, ou alguns, tudo o que pensava escrevi para que todos possam ler. Não alimento polémicas, todavia, acho que sendo um "mito" ou não do heavy metal (aquilo era heavy metal? ouço heavy desde miudo e aquilo pouco tem de heavy, no minimo será trash), adiante, dizia, sendo ou não um mito do heavy seria bom a organização repensar o cartaz em próximas edições.
Não vejo qual o problema em assumir isso. E não me digam q a falta de público se devem a outras festas na região, em parte pode ter sido verdade, mas não creio, como podem ler no artigo que escrevi "não vi nem sequer os familiares dos organizadores, nem outra malta do Folhadal", essa é a grande questão, nem a malta do Folhadal aderiu. Se assumir isto é falar mal da organização retiro tudo o que disse, embora não ache que seja falar mal, apenas ajudar a tentar perceber o q correu mal, não vamos fazer de conta que tudo correu bem.
Acho q sobre os Bednoise existem más interpretações sobre o que disse, gostei muito, tudo o que for dito não faz sentido nenhum.
Para terminar, creio que não adianta alimentar polémicas sem sentido, acredito que ambos, eu com palavras (não digam que as palavras não têm a sua importância), a organização do Rock in Mondego com factos, desejamos o melhor para a nossa terra e é nisso que nos deveremos concentrar.
publicado por José às 08:49
Segunda-feira, 12 / 06 / 06

Parabéns Folhadal

Como nem sempre tenho o prazer de estar presente não acompanho com actualidade necessária o desenrolar de todos os acontecimentos, o que por um lado é mau (não estar a par de tudo), mas por um lado é bom (permite-me distanciamento em relação às questões). Se alguns acontecimentos procuro ficar onde estou, outros merecem toda a minha atenção. Falo neste caso da comemoração do 12.º aniversário do Centro de Dia da nossa Associação, sem dúvida uma obra feita por gente com uma enorme dedicação à nossa terra e que por isso merecem toda a nossa consideração. Como já adiantei em registo anterior, tenho vontade em escrever umas palavras sobre a Associação e tudo o seu trabalho, mas de momento não tenho disponibilidade para tal, vou tentar no período de férias reunir os elementos necessários para depois publicar um breve artigo no nosso Planalto, para que todos vejam quem somos. Para já congratulo-me como mais este aniversário, o nosso Folhadal está mais uma vez de Parabéns.
publicado por José às 09:38
Segunda-feira, 12 / 06 / 06

A sagração do ruído

Ao que parece o direito de exprimir a minha opinião e os meus gostos chocam com os gostos de outros, o que é perfeitamente natural, só não é natural o facto de não aceitarem a opinião que expresso. Tudo isto a respeito da minha reacção ao III Rock in Mondego. Não é que tenha o dom de saber mais que ninguém, não o tenho nem o quero ter, todavia acho importante que se assuma que algo correu mal, apesar da excelente organização algo correu mal, essa é uma verdade, não vamos virar as costas a essa verdade. É sobre essa verdade que escrevi um artigo para o Planalto, o qual pode não cair bem em alguns membros da organização, contudo não tive qualquer intenção de falar mal da organização, pelo contrário, só acho que não estiveram bem na escolha do cartaz. É óbvio que a escolha é condicionada por apoios, mesmo acho seria preferível levar menos bandas e melhores. Penso que é do conhecimento público que gostei muito dos Bednoise, com uma presença em palco muito bom, sobretudo suportados por uma voz potente e harmónica, os quais, aliás, têm algumas músicas on-line que me agradam bastante. Também é do conhecimento público que não gostei nada das restantes bandas, algumas das quais se limitaram a deixar uns gritos de ordem, com palavras de desordem.
Uma coisa é certa, como não se tratou de uma festa privada, a escolha do cartaz deveria procurar ir ao encontro do gosto da maioria, por mais que custe penso ser importante a organização assumir isto, caso contrário em próximas edições vamos continuar a ter o mesmo problema - a falta de público.
publicado por José às 09:11
Quinta-feira, 08 / 06 / 06

Incêndio em Nelas

Foi com tristeza que recebi a notícia do incêndio na Borgstena, faço votos para que o seguro pague os estragos e a fábrica seja rapidamente recuperada e volte a funcionar.
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publicado por José às 09:40
Quarta-feira, 07 / 06 / 06

Tribal 15 Julho 2006 (Folhadal)

Realiza-se no próximo dia 15 de Julho a segunda edição do festival Tribal. Sem bem se lembram no ano passado foi bem fixe.
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Quando tiver o programa concreto deixarei mais informações, entretanto, comecem a fazer planos de modo a não faltarem.
publicado por José às 08:52
Segunda-feira, 05 / 06 / 06

III Rock in Mondego

Guardo para um breve artigo a publicar no Planalto os meus comentários ao festival, deixo por agora estas imagens
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Sem dúvida que o festival valeu pelos BedNoise, que podem ouvir em http://www.bednoise.com/ (o barulho foi tanto que até escrevi Bad Noise ehehhe), o resto foi ruído...
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publicado por José às 17:29
Segunda-feira, 05 / 06 / 06

Um lugar, um sentido (in Planalto Junho 2006)

Antecipo desta forma a ideia de escrever, logo que possível, um artigo sobre a obra social da Associação do Folhadal – Centro Social, Cultural e Recreativo. Dou por agora ênfase à sua dimensão mais popular e convivial, pela maior facilidade de identificação de cada um de nós. Não o faço para procurar defeitos, embora possam existam (mas esses andam sempre na boca do povo, por vezes com exagero e sem ponta de verdade). Escrevo para confirmar laços entre as pessoas e deixar um testemunho a quem vier; para deixar uma prova escrita desses laços e dessas pessoas. Faço-o, também, por me sentir parte presente. E para exaltação do sentido e lugar desta nossa comunidade.
Estes parecem-me motivos mais do que suficientes para dedicar um pouco do meu tempo e das minhas palavras à renovação do Bar da Associação, resultante da mudança de gerência. Sem querer criticar ninguém, não deixo de afirmar que quando se trabalha com gosto as coisas resultam, fazer as coisas por frete não deixa ninguém contente. O que se espera é que seja, ainda mais, reforçado o empenho agora manifestado.


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Naturalmente que não estou a fazer publicidade ao bar, não tenho qualquer motivo particular para o fazer. Peço desculpa à eventual concorrência se as minhas palavras tiverem em si um efeito negativo, não é essa a minha intenção. Pretendo apenas dar voz à mudança e à permanência, entendendo aqui permanência na sua acepção mais nobre, como lugar de memória e expressão da confraternização popular. Pois é disso que se trata. Quer seja na Festa das “babes”, algo ultra moderno para as gerações mais velhas, quer na Festa da Música Pimba, paradoxalmente, algo melhor interpretado pelas gerações mais velhas. Mas aqui se cruza passado, presente e futuro, sem fricções geracionais ou conveniências de momento. Aqui ninguém reivindica ser quem é, aqui somos todos iguais.

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Este é o lugar e o sentido da comunidade, o seu refúgio, o seu aplauso, o calor que nos une como filhos desta terra e como beirões que somos. São essas qualidades que surgem reforçadas nesta mudança de iniciativa, que conta com uma adesão impar por parte de todos (ou de muitos, para ser sincero).
O nosso Folhadal pode ter os seus defeitos, contudo, ao manter laços de proximidade tão fortes vê reforçada a sua identidade e serve de exemplo a outras comunidades. Aqui entra o efeito da comunidade local, com um simbolismo e uma riqueza que os seus membros entendem e perpetuam. E não é preciso um diploma para entrar neste espaço, apenas é preciso que cada um se sinta como sendo parte integrante e indispensável, pois apenas juntos garantimos efectivamente a reprodução da nossa união. Não tenho dúvidas, este é por excelência o lugar pagão onde a colectividade sai reforçada e prolongada.
Ao terminar esta minha breve exposição não esqueço uma mudança mais estrutural, refiro-me à mudança de atitude que tem sido alimentada nos últimos anos relativamente ao que posso denominar como sendo as “idas ao café”. Se bem se lembram, essa simples prática nem sempre foi motivo de festejo. É um facto que, permanecendo nós no meu quadro cultural, algumas práticas foram gradualmente aceites e assimiladas como sendo parte de nós. Mesmo assim evito imagens que possam ser vistas como exaltação da boémia, pois não é disso que (conceptualmente) se trata.


José Gomes Ferreira
publicado por José às 12:45
Segunda-feira, 05 / 06 / 06

O regresso dos caminhantes (in Planalto Maio de 2006)

As boas condições climáticas desta estação do ano levam o nosso povo a sair à rua. O aumento gradual da temperatura do ar e o aumento do número de horas com sol são propícios à fruição e ao lazer. O povo sai à rua não porque proteste, mas por pura alegria no contacto com os campos, ruas, avenidas, ou simples lugares. E por satisfação em partilhar cada passeio de início de noite com familiares e amigos. É aproveitando estas condições e estas novas práticas que aqui deixo breves palavras sobre as condições de segurança, sobretudo para os peões, das nossas principais vias de comunicação.
Seguindo o impulso dos últimos anos o povo deixa o conforto do sofá e sai para a rua para cuidar de si e sentir cada momento. A estrada Folhadal-Nelas (e vice-versa) tem até aqui gerado maior atracção, podendo optar-se pela estrada antiga ou pela nova. Mas nem tudo é perfeito, como já fiz referência vezes sem conta, a estrada nova do Folhadal, ou seja, a Av.ª António Monteiro, numa parte do seu percurso não oferece qualquer segurança, pelo simples facto do projecto da via não ter contemplado qualquer passeio, de um lado ou de outro, concretamente na rotunda junto aos eucaliptos. Como sabem, esta é uma situação que se arrasta, mas que importa corrigir, pois tem aumentado de ano para ano o número destes caminhantes nocturnos. O mesmo se passa na estrada do Folhadal no percurso entre o cemitério e o Cabeço, em que a falta de passeio, associada à necessidade de se ver transformada a estrada numa rua com as devidas condições, constituem situações de elevado risco. É um facto que, sem a melhoria destes dois troços, é enorme o risco de todos aqueles que no início da noite enfrentam a estrada.
A acrescentar ao tradicional percurso este ano temos mais um possível, com a vantagem de não ser uma via rodoviária mas um caminho rural. Refiro-me ao caminho do Carvalhinho, principalmente depois da beneficiação a que foi sujeito: foi dotado de iluminação pública. Pena é que esta beneficiação não chegue à Estrada da Felgueira, pelo menos desde o cemitério até ao limite da nossa terra. Da forma que se apresenta não serve em segurança os automobilistas, muito menos os caminhantes. Ora, uma vez que não se trata, em boa verdade, de uma estrada normal, mas de uma via urbana, deveria ser dotada de iluminação. Sem iluminação é difícil a quem não conhece, se vindo da Felgueira, conseguir acertar com a entrada na nossa terra.
Estou perfeitamente consciente de que a iluminação pública constitui um pesado encargo para as autarquias, todavia, tem benefícios para as populações que não se medem por cifrões. Tão importante como os indicadores económicos é o usufruto que cada um pode ter da sua terra e a satisfação que tem ao faze-lo. Especificamente quanto às caminhadas, é notório o seu benefício para a população e representa uma mudança importante de práticas que importa incentivar e assegurar. Um desafio que lanço à autarquia e às forças de segurança locais.
Não deixo de incluir neste breve artigo duas situações similares que importa corrigir. A primeira delas diz respeito ao estado de profunda degradação da estrada junto ao rio Mondego. Nem serve com dignidade eventuais deslocações dos bombeiros ao local, nem está ao serviço do turismo, com as termas das Caldas da Felgueira ali tão perto deveria oferecer outras condições. Tal como se apresenta é bem capaz de envergonhar os empresários locais. Deixando de lado as questões do traçado, é notória a ausência de uma verdadeira camada de alcatrão e a total ausência de sinais de trânsito. Mas é pena, pois esta via tem um potencial enorme para a região.
A outra situação similar tem ainda a ver com a construção da via de “substituição” do apeadeiro. Meses após a sua construção permanecem no local pelo menos dois poços sem qualquer vedação, ambos praticamente em cima do caminho, o que constitui um risco para peões, automobilistas e até animais. E se acontece uma tragédia, quem assume a responsabilidade? Se é certo que todos os poços devem estar devidamente vedados, também é certo que o rasgar daquela via deixou a descoberto estes poços.


José Gomes Ferreira
publicado por José às 12:42
Sexta-feira, 02 / 06 / 06

I Encontro convivio de Bicicletas Antigas "Pasteleiras"

Este fim-de-semana não deixes de ir ao III Rock in Mondego e no fim-de-semana seguinte participa no I Encontro convivio de Bicicletas Antigas "Pasteleiras", que se vai realizar no dia 10 de Junho de 2006 no Folhadal.

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publicado por José às 18:33
Blog do Folhadal e de todo o concelho de Nelas

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