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Quarta-feira, 30 / 11 / 05

Mais uma vez...

Mais uma vez ausente nos meus afazeres, o que não tem permitido dar alguma antenção ao blog, na verdade também é assim que o vejo, não é um frete, é uma dedicação quando o tempo e a predisposição o permitem. Peço desculpa a quem tenha eventualmente ficado sem resposta. Voltarei em breve.
publicado por José às 13:40
Sexta-feira, 18 / 11 / 05

Carta aberta à Sra. Presidente da Câmara Municipal de Nelas (in Planalto Novembro de 2005)

Folhadal, 12 de Novembro de 2005

Assunto : Esta ETAR que não queremos

Ex.ma Sra. Dr.ª Isaura Pedro

Começo por felicitá-la pelo novo desafio, no que aproveito para lhe desejar todo o sucesso.
De seguida remeto-lhe um problema herdado da anterior liderança autárquica: resultante, por um lado, de uma decisão unilateral sem o mínimo esclarecimento das populações; por outro lado, da passividade das populações, que apesar de avisadas não manifestarem sequer o ensejo de expressarem a sua opinião. Deixando de lado essa ou outra qualquer procura de culpados importa ver o presente e discutir a procura de alternativas.
Como pode Vossa Excelência facilmente perceber refiro-me à construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Folhadal. Ao que parece em vias de brevemente estar a funcionar, sem que se conheçam os seus efeitos sobre o ribeiro onde foi literalmente construída e sem que se saiba se irá ou não fazer apenas o tratamento primário dos esgotos, o que a acontecer aumentaria a dimensão do problema.
A seu tempo defendi a deslocação desta infra-estrutura para um ponto mais abaixo do ribeiro, como se trata de uma mais valia para a aldeia cheguei mesmo a sugerir um eventual peditório para pagar o acréscimo de despesas, caso a autarquia não tivesse meios para as assumir. A proposta da altura tinha presente a defesa de um importante trecho do ribeiro, que muito diz às gentes do Folhadal, assim, com a não deslocação da ETAR, vamos perder um pouco da nossa história. Aqui recordo que a nossa história não tem sido feita apenas de pessoas e dos seus feitos nobres, tem sido feita, igualmente, de lugares simples onde gentes simples partilharam e continuam a partilhar o seu suor na labuta diária. E é, precisamente, parte desse esforço colectivo que se perde ou fica inutilizado com a ETAR. Para o futuro apenas ficam as vistas.
Apesar da obra já estar feita, venho através desta minha breve exposição solicitar a intervenção de Vossa Excelência no processo, contando que ainda é possível encontrar uma solução de compromisso, que satisfaça as partes e respeite a herança que nos foi legada pelos nossos antepassados.

Agradeço antecipadamente todos os seus esforços
José Gomes Ferreira
publicado por José às 09:12
Terça-feira, 15 / 11 / 05

Esta ETAR que não queremos

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Agora que a ETAR está construída e brevemente pronta a funcionar será tarde de mais para se levar as mãos à cabeça, a seu tempo alertei para a necessidade da ETAR ser afastada cerca de 500 metros, mas nem os poderes públicos se interessaram, nem as populações.
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Ninguém de bom senso é contra a ETAR, todavia o processo não foi nada participativo, foi uma decisão unilateral, uma imposição que resultará na destruição de uma herança de gerações.
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Outrora a água límpida que aqui corria servia para as pessoas lavarem a roupa, servia todos os anos para as mulheres irem lá lavar as tripas, após o ritual comunitário da matança do porco, servia, igualmente ou sobretudo, para regar os lameiros. Estas pedras contam histórias de vida, não são brasões, nem achados arqueológicos, contudos representam o suor deste povo na sua labuta diária e o seu sentido de comunidade.
É certo que a água vai continuar a correr, certamente mesmo não irá faltar, contudo não é essa água que se deseja para o local.
publicado por José às 10:01
Sexta-feira, 04 / 11 / 05

É tempo de cuidar

Com novos rostos a dirigirem o nosso concelho reforço a ideia da necessidade de se cuidar do que a todos pertence, exemplifico com duas fotografias, sem que sejam novidades servem de alerta relativamente ao que está mal e se pode mudar, bem como relativamente ao que se está a esquecer, sem que se deixe memória sequer.
No primeiro exemplo surge-nos a velha bomba de água na rua que vai para o Picoto, que foi outrora uma nascente com acesso por umas escadas, depois quiserem modernizar e deu no que se pode ver. Essa mesma modernidade também acabou com a necessidade dos animais beberem água ao longo do seu pesado percurso. Uma coisa parece certa, nada justifica o virar de costas.

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A segunda fotografia vai da linha de anteriores sugestões para a constituição de um Museu Municipal capaz de honrar passado e presente. Esta velha talha simboliza muitas das anteriores relações do homem com a terra e com os animais que alimentava com o intuito de posteriormente virem eles a alimentarem os seus entes. Falo dos usos da talha como reservatório para guardar azeite, mas também da talha usada com os enchidos.

talha.JPG

Embora não sejam os melhores exemplos para falar sobre a questão penso que se justificaria, igualmente, uma Museu (naturalmente que pode ser apenas um) dedicado ao Vinho do Dão, sendo a nossa terra o "Coração do Dão". Fica a ideia, com algumas antigas adegas em estado de abandono penso falta não apenas dinheiro, falta interesse e falta coragem para se encarar tudo isso como um desafio para as gerações futuras.
publicado por José às 10:57
Blog do Folhadal e de todo o concelho de Nelas

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