Folhadal

 
Quarta-feira, 27 / 01 / 10

O nosso Dicionário

Sensivelmente durante as últimas duas décadas alguns termos usados com especial incidência na nossa terra e na nossa região foram sendo progressivamente substituídos pelos termos mais usados no país. Embora lançando nesta fase meros exemplos creio que poderemos em conjunto constituir como que um mini-dicionário, para que as gerações mais jovens e as que virão conheçam as tradições dos seus antepassados. Sempre que possível devem ser termos só da nossa região, mas como sabem muitos deles têm uso também fora dela.

Para já lembrei das seguintes:

Abelhão - o mesmo que vespa.

Acartar - transportar algo de um lado para o outro, tradicionalmente no caso dos homens às costas e no caso das mulheres à cabeça.

Acoitar - o mesmo que proteger da chuva.

Alimentar pançudos - não estar para alimentar pançudos significa não estar para dar lucros a quem não precisa.

Baeta - o mesmo que barbeiro/cabeleireiro de homens.

Barbeiro - estar um grande barbeiro significa estar muito frio.

Borralha - termo conhecido pela referência à Gata Borralheira, significa pois o mesmo que cinza.

Bucha (comer a/ir à) - o mesmo que lanchar, embora por vezes aplicado a todas as refeições. Refere-se também a alguém obeso.

Cabaço - se em alguns locais significa o mesmo que cabaço por cá tem ainda outros dois significados: 1. objecto metálico semelhante a um pequeno balde de zinco com um cabo de madeira atravessado usado para retirar água de poços menos profundos 2. o mesmo que "levar uma tampa" de alguém com quem se desejaria namorar.

Caçoila - o equivalente a um tacho mas de barro e para usar na lareira, normalmente colocado em cima de umas trempes.

Capa - o mesmo que dossier ou então uma capa para proteger da chuva.

Cavaleiro - o mesmo que picota, engenho com origem árabe para elevar a água: na nossa terra a base pode ser de granito ou madeira, essa base sustentava um tronco de madeira, que na extremidade externa ao poço tinha um contrapeso e na extremidade que dava para o poço um vara comprida de modo a aceder a toda a profundidade do poço, com um gancho na ponta para pendurar o balde, o qual poderia ser de madeira.

Caibro - o mesmo que barrote.

Cavalete - ao cavalete também se chama burra,  trata-se do equivalente a duas cruzes na extremidade de dois conjuntos de barrotes que após serem fixos a cerca de 1 metro de distância, por cerca de 1 metro de altura, servem para colocar rolos, de pinheiro ou outra árvore, para assim serem cortados mais facilmente.

Ceitoira - com a Revolução de Abril a ceitoira era afinal uma foice e o que chamávamos foice era também conhecido por gadanha.

Chá da meia noite - dar a alguém o chá da meia noite é o mesmo que envenenar.

Charrueco - pequena charrua normalmente puxada por um/a burro/a.

Costilos - pequenas armadilhas de arame que com um isco (azeitona, "bicha" do milho...) servem para apanhar pássaros, muito usados durante nos meses de Julho e Agosto próximo do milho pronto a colher para apanhar tralhões.

Dejuar - termo praticamente contrário a jejuar, refere-se ao pequeno almoço ou a uma pequena refeição antes deste, também conhecido por dejuadoiro e por mata-bicho.

Encher a pança, odre, bandunho - alguém que só pensa encher a pança, o odre ou o bandunho apesar das referências à alimentação é genericamente alguém que só pensa em si.

Encherga - o mesmo que colchão e especificamente a um colchão de pano cheio de palha centeia. Fica a dúvida quanto à ortografia, contudo enxerga refere-se à visão.

Esparrela (cair na) - cair na esparrela é o mesmo que cair na jogada, ser enganado.

Farpela - referência ao vestuário.

Galhos - ramos de uma árvore.

Lambão - diz de alguém que é preguiçoso.

Lameiro - terreno com muita abundância de água, parcialmente inundado no inverno, o que permite o crescimento de erva tenra para o gado.

Lampeiro - lampeiro ou ter a mão lampeira diz-se de alguém que gosta dos bens alheios.

Lavadoiro - normalmente um tanque público associado a uma nascente onde as mulheres lavavam a roupa, agora praticamente sem uso.

Maceira - móvel de cozinha tradicional composto por duas partes: a parte inferior é normalmente usada para guardar as mercearias de uso corrente na cozinha, a parte superior tem uma tampa que uma vez aberta dá acesso a uma área ampla, com cerca de 30 cm de profundidade, onde era amassado o pão e onde levedava.

Manco - diz-se de alguém coxo, mas também se aplica a um banco desequilibrado ou a uma mesa

Maquia - termo usado actualmente como referência a determinado valor monetário, referia-se mais a determinada quantidade de farinha na transacção com o moleiro.

Marmita - o equivalente a termo, recipiente usado pelos trabalhadores para levarem o almoço.

Marosca - fazer alguma marosca significa o mesmo que alguma maldade, o mesmo que trafulhice.

Marreco - o mesmo que pato.

Marreca - tem dois significados: 1. o mesmo que pata, 2. alguém com uma corcunda.

Olho fino e pé ligeiro - conselho que se dá para que outrem tenha cuidado, para estar alerta.

Pantomineiro - diz-se de alguém que tem uma vida vadia, irresponsável.

Partir pedra (ir) -  ir partir pedra ou partir cascalho é o mesmo que ir dormir, aliás quando alguém dorme profundamente também se diz que dorme como uma pedra.

Peneira - objecto usado para peneirar farinha, ou seja, separar algum farelo da farinha.

Peneirento - diz-se de alguém que é vaidoso.

Pia - recipiente normalmente de granito, por vezes de madeira, onde se colocava a comida do porco.

Piqueta - o mesmo que lanche a meio da manhã.

Poça - feminino de poço, mas com características diferentes, na verdade trata-se de um pequeno dique geralmente próximo de uma pequena nascente. Poça é também um pequeno charco feito pela acumulação de água normalmente após queda de precipitação.

Pranheira - parte superior da lareira usada por vezes para colocar objectos decorativas e por baixo da qual eram colocados os enchidos.

Pucaro - refere-se tanto ao recipiente usado na lareira por exemplo para ferver água, normalmente de pequenas dimensões, como ao recipiente suspenso na base dos pinheiros e usado na actividade resineira.

Ráfia - o mesmo que piteira, planta cujas folhas servem para fazer a ampa (vinha), sendo também usada para atar palha, erva...

Rodilha - resto de pano ou feita folhas de piteira enrolado que servia para atenuar a pressão da carga transportada pelas mulheres à cabeça.

Salgadeira - o equivalente a uma arca de madeira usada na salga do porco após a matança, onde também se conservavam ovos.

Salta rostos - animal da classe dos répteis conhecido no resto do país pela designação de osga.

Saraiva - o mesmo que granizo.

Sei o que a escola gasta - expressão significa "a mim não me enganas tu, já te conheço bem".

Sem espinhas - diz-se de uma tarefa que não tem qualquer problema em realizar-se

Sobrado - separação em madeira entre os pisos de uma casa antes do cimento se generalizar.
Sombreiro - o mesmo que guarda-chuva ou chapéu de chuva e que outrora tinha mais uso que estes últimos, o termo terá porventura origem no termo castelhano sombrero.

Taleiga - segundo alguns dicionários é uma medida antiga de azeite e trigo), na região refere-se a um pequeno saco de farinha.

Tantas vezes a cântara vai à fonte que por lá fica - por analogia com os/as cântara(o)s de barro que se partiam facilmente a expressão significa genericamente que tudo pode acontecer, apesar de alguma teimosia.
Traela - utensílio agrícola usualmente utilizado para malhar cereais, conhecido noutras regiões por malho (não sei ao certo se a ortografia está correcta).

Trempes - base metálica com 3 ou 4 "pernas" onde se colocavam tachos e caçoilas ao lume.

Troca-tintas - o mesmo que aldrabão, sendo por vezes o termo substituído por trapaceiro, nomeadamente que alguém se refere a outrem em caso de negócios.

Trunfa - ter uma grande trunfa é ter uma grande cabeleira, o mesmo que lanzudo, por vezes é ainda utilizado o termo repa, termos mais aplicados aos homens.
 

....a lista é para continuar, se se lembrarem de alguma digam.

 

Normas de citação: caso utilizem esta proposta de dicionário é favor citarem autor e título, pese embora o facto de ser uma descrição de memória merece tal referência: José Gomes Ferreira, in blog do Folhadal http://folhadal.blogs.sapo.pt/

publicado por José às 22:08
Segunda-feira, 25 / 01 / 10

Saudades do Planalto

Uma vez que tenho sido sucessivamente interpelado para divulgar uma ou outra situação ou apenas para activar a memória sobre o antigo jornal Planalto não deixo de trazer aqui algumas palavras. Creio que sabem o que penso relativamente ao actual jornal, se bem se lembram foi minha intenção no momento de ser retomado continuar a ser colaborador, para o efeito enviei um artigo no qual defendia determinada linha editorial. Como sabem não foi publicado, aliás ignoraram as minhas propostas, sendo óbvio que têm toda a legitimidade para o fazer, nem coloco isso em causa. O problema é que abdicou do seu papel fundamental - de ser um órgão de informação local ao serviço de toda a comunidade - transformou-se num órgão da paróquia, contra o qual nada podemos dizer, mas é com desagrado que muitos anteriores leitores registam tal mudança. Todos sabemos que em Nelas existe de momento outro jornal, contudo creio que cada um teria o seu espaço e os seus leitores. Os blogs e as páginas podem chegar a muita gente, sobretudo pelo mundo fora, mas o registo em papel é ainda o que chega a muitos cidadãos, com a vantagem de permitir um arquivo mais organizado e também acessível. As vendas dos jornais podem estar em queda, muitos jornais chegaram a fechar por todo o lado em 2009, apesar de tudo isso, o jornal em formato papel é sem dúvida um dos meios de informação e comunicação mais democráticos do ponto de vista dos leitores. Pois seja o jornal do dia ou com vários dias, chega a muito mais pessoas, sendo somente ultrapassado pelos canais de televisão generalista.

publicado por José às 19:31
Segunda-feira, 25 / 01 / 10

Aos passageiros do comboio IC 510 do dia 13/12 com destino a Lisboa

No Domingo dia 13 de Dezembro necessitei de regressar a Lisboa no comboio das 08:22. Ao chegar à Estação de Nelas a tempo e horas estranhei a presença do comboio internacional, mas como tudo é possível não liguei muito. Mais estranho foi depois, o IC nº 510 chegou a Nelas à hora certa, até aqui tudo bem, o problema foi quando chegou a Santa Comba Dão. Em Santa Comba lá estava o comboio internacional. Praticamente após ter parado o IC o sr. Revisor informou os passageiros que devido à queda de uma cantenária o comboio em causa iria permanecer naquela Estação cerca de 120 minutos. Acho que ninguém ficou indiferente a tal anúncio, pois além de ser muito tempo poderiam ter avisado na Estação de Nelas, apesar dos transtornos voltaria para casa. Com algum custo lá se passou o tempo, findo o qual o comboio retomou a sua marcha. Antes disso o sr. Revisor tinha distribuído os formulários/carta para pedir o reembolso do valor do bilhete, o que fiz passado uns dias.
Semanas depois tal não é o meu espanto, tinha na caixa do correio uma carta da CP. Na altura estranhei a rapidez, mas sabia que a CP se estava a esquivar à devolução do valor do bilhete. Para quem não sabe, atrasos superiores a 1 hora obrigam à devolução do bilhete, o que em 2009 me aconteceu mais duas vezes, nos casos sem problema. Bem 3 vezes uma situação de atraso superior a 1 hora num ano só é azar a mais ou sinal que nem tudo vai bem, mas adiante.

Atraso do comboio IC 510 do dia 13/12 com destino a Lisboa

Em carta assinada pela Sra. Directora Comercial a escusa ao pagamento foi justificada com "causas ambientais", as quais, de acordo com a lei, muito bem descrita na referida carta, não dá direito a reembolso. Como quem passou 2 horas a "secar" em Santa Comba Dão e ouviu a informação do Sr. Revisor não pode ficar calado protestei, descrevendo o processo tal como agora. Ah é verdade, apesar de ser mais um dia de inverno o tempo estava estável, muito frio sim, mas estava bom, ao ponto de ter ido a pé para a Estação.
Hoje recebi a resposta da Sra. Directora Comercial da CP. Mais uma vez acho que pouco importa para a CP se mantiveram os passageiros 2 horas ou mais, vejam o mais importante da resposta:
"Lamentando, desde já, a situação descrita, informamos que o Comboio Intercidades nº 510 do dia 13 de Dezembro 09 circulou com atraso devido a constrangimentos da infraestrrutura motivados por causas naturais (queda de árvore na via)".
Não sei se o mesmo aconteceu com outros passageiros mas, face à informação do Sr. Revisor e à ausência de informação prévia na Estação de Nelas, acho os argumentos usados apenas uma forma da CP não ter de devolver o valor dos bilhetes. Não é o valor do bilhete que está em causa, a atitude essa sim é condenável. Até porque chegar a Lisboa às 11:22 não é chegar pelas 14 horas.

Atraso do comboio IC 510 do dia 13/12 com destino a Lisboa
publicado por José às 19:22
Segunda-feira, 18 / 01 / 10

E limpar o matagal?

A campanha Limpar Portugal lança o mote para a limpeza das matas, no caso específico para a limpeza do lixo que ilegalmente é depositado em tudo quanto é sítio. A ideia deveria ser aplicada a outros problemas, nesse caso não deixando o ónus da execução exclusivamente do lado dos cidadãos. Sempre defendi que quem recebe dinheiro do Estado deve fazer algo para merecer o que recebe - excluo naturalmente quem por questões de saúde não o pode fazer. Não faz sentido ter famílias a viver à custa de subsídios, pois se são assim estimuladas a viver nunca vão exercer uma actividade produtiva. Adiante, pois não é especificamente sobre a questão que quero falar. Como dizia, seria óptimo aproveitar a ideia da campanha Limpar Portugal e transpor a mobilização e vontade para outras iniciativas. No caso do nosso Folhadal seria, quem sabe, uma forma de se ter acesso ao Buraco da Moira e de se conseguir dar alguma dignidade à Orca e área circundante.

publicado por José às 12:46
Domingo, 17 / 01 / 10

Nova cara

Ao verificar que o acesso ao arquivo do blog não era o melhor decidi usar um dos novos modelos do Sapo para dar uma nova cara ao blog. Pode sofrer alguns ajustes mas de momento fica assim. Como podem ver, é possível do lado direito aceder directamente ao arquivo, o qual constitui a base do blog, pois para quem sabe contém a minha participação no saudoso Planalto, agora transformado, sem me permitem e com o respeito  que as pessoas e instituições me merecem, em boletim da paróquia. Mas é óbvio que o blog não é constituído apenas pelo arquivo, ainda acabe por me desdobrar entre o blog de Nelas e o do Folhadal procuro não esquecer as minhas raízes, até porque Nelas por si tem uma história recente, o que equivale a dizer que o Folhadal tem uma herança que importa registar e divulgar.

publicado por José às 14:57
Quarta-feira, 06 / 01 / 10

Dia 20 de Março vamos Limpar Portugal

A campanha Limpar Portugal promete ser um exemplo de cidadania e de preocupação ambiental, resta saber se a cooperação entre a sociedade civil e as entidades públicas e privadas deixa frutos. Convém lembrar que compete ao Estado fiscalizar preventivamente a deposição dos lixos nas matas e em todos os locais não apropriados, o problema é que o Estado se demite em regra do exercício dessa sua função, justificando-se com a falta de verbas ou com a delimitação de competências da instituição A ou B. Vai que não vai os prevaricadores aproveitam e depositam lixo onde e quando querem.

Deveremos também ter coragem de assumir que a política de recolha pelos Ecocentros não favorece as boas práticas ambientais. O cidadão deveria ser premiado pelas boas práticas, o que acontece é que sendo obrigado a desembolsar alguns euros aproveita a via  mais fácil. Não é desculpa, é verdade! Mas se não se promovem verdadeiramente boas práticas de pouco servem as campanhas. O que a prática me diz é que tudo pode voltar ao momento, lembro-me de denunciar a deposição de lixo no campo de tiro da Estrada da Felgueira, assim como a situação da lixeira de Vale de Madeiros e, se a memória não me falha, a constante deposição de lixo no caminho que vai de Nelas para a Urgeiriça. No caso do campo de tiro foi colocada uma corrente e um aviso, só que não durou sempre. Se é um facto que ao Estado cabe fiscalizar estas acções, aos cidadãos compete, no mínimo, usarem algum bom senso que lhe reste, pois além do mau aspecto, estão a colocar o rastilho para eventuais focos de incêndio ou a contribuírem para a contaminação dos poucos cursos de água ainda não poluídos.

Dia 20 de Março vamos Limpar Portugal

publicado por José às 14:49
Terça-feira, 29 / 12 / 09

Neste grande esgoto

Sobre a reportagem da SIC sobre a ETAR inexistente na Póvoa da Roçada deixei algumas palavras no blo de Nelas, contudo não deixo de relembrar aqui o problema através de uma imagem com alguns anos, até para não esquecer que sempre tivemos uma Póvoa da Roçada no Maninho. Aqui não cheira, mas quem viajar na estrada Nelas-Seia ou Seia-Nelas saberá que de agradável não tem nada.

publicado por José às 22:16
Quarta-feira, 16 / 12 / 09

Feliz Natal e que 2010 nos traga coisas boas

publicado por José às 20:43
Terça-feira, 17 / 11 / 09

Sobre a "Rua Curral do Concelho"

Relativamente à Rua Curral do Concelho, agora denominada pelos vistos ao gosto do morador insatisfeito com o nome anterior, pelo que me foi dito é possível voltar a ter o mesmo nome, será para tal necessário organizar um abaixo-assinado. A questão que se coloca é a de saber se a insatisfação relativamente ao nome por parte desse morador é capaz de se sobrepor à história da nossa terra? Não me cabe a mim responder, embora seja pública a minha opinião, o que me causa perplexidade foi a aceitação da mudança por parte da autarquia sem ouvir mais ninguém, pois aqui não basta aplicar a lei, seja ela qual for, está em causa um testemunho que importa preservar.

publicado por José às 10:15
Terça-feira, 03 / 11 / 09

Novidades da nossa terra

Se tivesse que resumir as novidades mais recentes na nossa terra escolheria duas, ambas do conhecimento público. A primeira é do foro político, com o rearranjo inerente às últimas eleições para a  Assebleia de Freguesia o Rui Barros tomou posso na Junta de Freguesia de Nelas, tarefa para a qual lhe desejo toda a sorte e alento. A segunda novidade também não é uma novidade, pois tenho alertado sistematicamente para o problema - falo das alterações climáticas e dos efeitos locais. Se a vindima se realizou logo no início de Setembro para quem não segue como antes o ritmo das culturas espanta que no final de Outubro se começa a apanha da azeitona. Onde irá tudo isto parar? É importante que o problema seja levado a debate à escala local, pois são os efeitos de proximidade os que mais cedo vamos sentir. Se é um facto que as tempestades noutros países nos causam alarmismo, é o que acontece à nossa porta que nos levará a mudar de comportamentos.

publicado por José às 20:55
Segunda-feira, 12 / 10 / 09

Tratem-nos com que dignidade que merecemos

Não quis fazer seguir a minha queixa em período eleitoral para evitar politizar a questão, até porque tem sido uma prática de sucessivos elencos autárquicos, basta ver que a iluminação é subitamente interrompida, como se o Folhadal fosse o outro lado do mundo. É lamentável que na "construção" do passeio da Av. António Monteiro tenham ficado escassos metros a separar o Folhadal da sede de concelho. Merecemos sem dúvida ser tratados de outra forma, para não falar no facto doo risco que implica, pois no Inverno com a erva molhada que se aventurar a pé o melhor que tem a fazer é desviar-se pela estrada. Faço votos para que este problema seja resolvido em breve, pois bastará calcetar aqueles metros que nos separam da vida cosmopolita.

publicado por José às 12:46
Segunda-feira, 14 / 09 / 09

Romaria em honra de Santa Eufémia, 20 de Setembro, Folhadal

 

A Romaria em honra de Santa Eufémia que tradicionalmente se realizava na Igreja do Folhadal no dia de 16 de Setembro, na altura a celebrar a colheita do milho e a preparação para as vindimas, realiza-se na tarde (16 horas) do próximo domingo dia 20 de Setembro.

 

publicado por José às 23:52
Quinta-feira, 20 / 08 / 09

"Rua Curral do Concelho", o fim de uma rua com história

Não sei de quem foi a ideia e qual o objectivo, sei é que a mudança efectuada a médio prazo contribuirá para apagar da memória o facto do Folhadal ter sido concelho. Creio que com o nome anterior as pessoas desconhecendo a história da nossa terra colocaria a questão do porquê de tal nome. A que alguém responderia com os argumentos disponíveis que ali teria funcionado o equivalente a uma autarquia. Podendo o nome não ser feliz conferia identidade à rua, que assim se vê remetida a um lugar comum, sem beleza, sem história, sem identidade.

 

publicado por José às 13:18
Terça-feira, 18 / 08 / 09

Nós por cá

Este ano é um daqueles em que apetece estar um pouco distante, pois é só política, para nossa insatisfação não basta a poluição dos cartazes, a essa se adiciona a poluição das conversas. Julgava que só se falava sobre futebol mas o ano eleitoral mudou o figurino. Infelizmente as opções não são nenhumas, mas é preciso aceitar que faz parte do processo dito democrático. A única coisa que desejo mesmo é que tudo isto passe depressa e que deixem tudo pelo menos limpinho.

publicado por José às 18:41
Sexta-feira, 31 / 07 / 09

Sejam bem vindos

Como sabem tradicionalmente este perído está associado ao regresso à nossa terra de muitos dos nossos conterrâneos que outrora eles ou os pais (ou outras gerações) rumaram a outras paragens no sentido de conseguirem alcançar melhor nível de vida. Tempos houve que rara era a família que não tinha alguns dos seus entes mais próximos sobretudo em França e na Alemanha. A situação actual é diferente, incluindo os países de acolhimento. Seja como for, faço votos para que tenham uma boa estadia caso estejam de volta.

Votos de bom regresso

publicado por José às 18:05
Segunda-feira, 06 / 07 / 09

Sobre a Associação para a Promoção da Região do Dão

Contrariando as vozes cujo único objectivo parece ser desdenhar a Associação para a Promoção da Região do Dão segue passo a passo o seu caminho, em primeiro lugar demonstrando que não é uma caminhada que alguém conseguirá realizar por si e, em segundo lugar, só uma atitude positiva face a uma iniciativa tão abrangente como esta permitirá que se alcance obra. Serviu o pequeno preâmbulo para dizer que somos sempre poucos nestas coisas, pelo facto contamos com o maior número que se queira associar e que queira trabalhar.
Uma vez que não pretendo transformar este blog em órgão oficial não posso deixar de informar que está em marcha uma campanha de captação de sócios, pelo que os interessados devem solicitar informações para o e-mail regiaododao@hotmail.com
Brevemente será criado um blog onde se pretendem divulgar as acções da Associação, nomeadamente, as iniciativas que venha a levar a efeito. Neste momento conta com um site (organizado a partir de uma plataforma gratuita) em http://aprdao.moogo.com, ainda em "obras" será progressivamente melhorado. Tem também um registo no Twitter em
http://twitter.com/aprdao (o registo no twitter tem como base o e-mail regiaododao@gmail.com)
Adenda:

foi entretanto criado o respectivo blog: http://aprdao.blogspot.com/

publicado por José às 20:31
Quinta-feira, 02 / 07 / 09

Precisamos de medidas de proximidade para conter a Gripe A

Até agora, segundo parece, o Serviço Nacional de Saúde tem conseguido conter a Gripe A, todavia ainda não se entrou na fase dos casos têm origem no próprio país, nessa altura, tendo em conta que os laboratórios querem é lucrar com tudo isto, não sei o que será de nós. Creio que se impõe cada vez mais a implementação de medidas de contenção à escala local, pois é uma escala a partir da qual será mais fácil identificar e conter o problema. Não tenho soluções milagrosas, acredito que a Direcção-geral de Saúde terá um plano em acção que passará por diversas fases, ainda assim, perante o aumento assustador de casos registado nos últimos dias, faz todo sentido lançar uma forte campanha de informação relativamente às situações de maior risco e às formas de minimizar o contágio. Caso contrário poderemos incorrer numa situação de pânico geral caso a pandemia de facto alastre. Até aqui nota-se que tem sido de alguma forma minimizados os riscos, ou por questões eleitoralistas ou para não criar pânico é o que tem sido feito, mas se as populações estiverem devidamente informadas será provavelmente menor a possibilidade de entrar em pânico, pois neste tipo de coisas não adianta esperar por milagres.

publicado por José às 13:04
Domingo, 21 / 06 / 09

Criação da Associação para a Promoção da Região do Dão

Por iniciativa de um grupo de amigos, na sequência do arranque do projecto "Património do vinho e da vinha da Região Demarcada do Dão" foi constituída no passado dia 9 a Associação para a Promoção da Região do Dão (APRDÃO), a qual tem como objectivo promover o estudo, discussão, preservação e divulgação da Região Demarcada do Vinho do Dão, do seu património cultural, natural e paisagístico, com especial ênfase para o seu património vinhateiro, gastronómico e recursos turísticos.
Para o efeito, promoverá o estudo, a discussão e a divulgação da região, levando a efeito as acções que forem consideradas adequadas e necessárias.
O que passa, nomeadamente, por:
- Inventariar quaisquer matérias relacionadas com a Região Demarcada do Dão.
- Promover contactos entre os seus
associados e associações de carácter local sediadas na região.
- Organizar eventos de várias índole que promovam a região, nomeadamente, feiras, exposições, colóquios, conferências e actividades similares.
- Cooperar com instâncias oficiais, governamentais e privadas em particular emitindo parecer sobre os assuntos que lhe forem submetidos e fazendo as sugestões e tomando as iniciativas que se afiguram convenientes.
Após aprovação do respectivo Regulamento contamos com a participação nas iniciativas a promover.
A APRDÃO tem sede em Nelas, mas a sua área de intervenção abrange os 16 concelhos que integram a Região Demarcada do Vinho do Dão. Contacto: regiaododao@hotmail.com
publicado por José às 20:52
Domingo, 07 / 06 / 09

Projecto "Património do vinho e da vinha da Região Demarcada do Dão"

Foi apresentado no dia 5 de Junho, em Viseu, no I Congresso Internacional do Vinho do Dão - Inovação e Desenvolvimento o projecto "Património do vinho e da vinha da Região Demarcada do Dão". Trata-se, literalmente, de um projecto de fim-de-semana, que coordeno e realizo com um grupo de amigos, sem qualquer tipo de apoio até ao momento, exclusivamente custea-da pelos intervenientes. Tal como foi dito na altura, o projecto surge a partir da constatação do seguinte:
- A Região Demarcada do Vinho do Dão, embora tenha sido a primeira região de vinhos de pasto do país a ser regulamentada, regista um défice, de ordem e grandeza, na informação e conhecimento que sobre si gera e transmite ao público em geral.
- Carece, nomeadamente, de um exercício de sistematização relativamente a si própria, ao vinho que produz, à sua história e aos seus protagonistas.
- Ainda assim foram realizados/publicados alguns estudos, que importa ampliar e actualizar (neste caso na perspectiva do sociólogo).
Os seus objectivos passam por:
- Inventariar os principais momentos de mais de um século da Região Demarcada do Vinho do Dão (os seus protagonistas e as acções que desenvolveram).
- Mapear no terreno os produtores e engarrafadores, a história e o momento presente, as características da exploração: localização, área, elementos geomorfológicos, castas e produção, e identificando elementos de excelência
- Divulgar os resultados através de uma publicação em que se combinem texto e imagens, de modo reforçando os elementos cénicos típicos da actividade e o seu enquadramento na paisagem.
Acredito que seja assim um contributo no sentido da região se pensar a si própria e se dar a conhecer. Sendo que para o fazer contará com a minha experiência em investigação, especificamente em sociologia, embora numa área distinta, o ambiente.
O que apresentei no congresso de Viseu (xiii apresentações são sempre um stress) foram os objectivos, a problemática e metodologia, paralelamente a um esboço de inventariação dos principais marcos históricos, terminando com a apresentação de alguns dados sistematizados a partir da análise de entrevistas já realizadas.
A partir daqui o objectivo passa por prosseguir a recolha de terreno, veremos se algum mecenas nos ajuda com as despesas logísticas ou mesmo se surgem novos voluntários, pois trata-se, como devem imaginar, de um esforço colossal, dado que abrange os vários concelhos que integram a região demarcada do Dão (são 16 concelhos embora 2 deles não tenham oficialmente vinho de quinta).

publicado por José às 09:51
Segunda-feira, 25 / 05 / 09

Exemplos não faltam

Não pensem que falei em medo e fui o primeiro a remeter-me ao silêncio, omitindo exemplos, na verdade são vários. A seguir  apresento alguns, sem a preocupação de fazer uma lista. Entretanto, não deixo de me congratular com o facto de estar em construção pelo menos um dos passeios na Av. António Monteiro, pena é que a estrada do Folhadal não mereça igual tratamento. Correndo o risco de ser, novamente, tomado como inimigo, devo dizer que não sirvo os interesses nem da oposição nem de ninguém, deixo os seguintes exemplos:

- Não sei o que é feito da ETAR das promessas, já nem peço o entubamento, pois seria um breve compensar das lacunas de um projecto herdado, só quero que funcione, assim como qualquer outra ETAR do concelho (e do país).

- Seria bom pelo menos debater-se a questão do estacionamento, pois é problemático.

- Que é feito do campo de futebol? Foi uma boa ilusão, se não se cumprir será apenas dinheiro esbanjado.

- Ao longo dos últimos dois anos (pelo menos) por vezes não ficou claro se a água das duas principais fontes era ou não própria para consumo. Sabendo que é a água escolhida para beber seria bom monitorizar a sua qualidade (se tal ainda não é feito)  e  transmitir a informação para a população...

Obviamente são exemplos de circunstância, pois creio ser importante não se perder o período eleitoral agora iniciado, daí dedicar algumas palavras com maior atenção ao blog e à nossa terra. Não ignoro, por outro lado, que alguns problemas são estruturais, é esse o caso da diminuição da natalidade, traduzida directamente no envelhecimento da população e sobretudo num crescimento demográfico negativo.

publicado por José às 17:58
Domingo, 24 / 05 / 09

O medo ou a oportunidade

Não assumo o título como mera provocação, nesse caso tomado no sentido de vir a gerar novos contributos, tomo-o como referência ao momento. Relembre-se que a fala por vezes se toma como interdita, pelo menos quando tomada no seu sentido mais nobre, i. e., numa perspectiva crítica ou se quisermos, como expressão de cultura cultivada. Diluo aqui o confronto e a passividade, a letargia que nos deixa amorfos quando deveríamos reagir, o que nos interdita de escrutinar as oportunidades e contribuir para a mudança.

Vem tudo isto a propósito do PEEC (processo eleitoral em curso), mas que se pode aproveitar reavaliar outros campos sociais, políticos, económicos, culturais... Escuso-me a apresentar exemplos, pois têm sido constantemente agendados em vários registos, no entanto não deixo de manifestar a minha preocupação pelo não feito, pelas meras promessas de ocasião, paralelamente a uma ausência de mobilização cívica, que demove uns e transforme os poucos activos em desordeiros. Não é este o país democrático dos nossos sonhos, nem deveria ser esta a herança a legar, dissolvida no receio do confronto de opiniões  e no prazer pelo estado moribundo em que nos colocamos, apenas rebatido pelo bate boca em relação à vida alheia ou por esse traço singular que é o desdém.

publicado por José às 22:58
Quarta-feira, 22 / 04 / 09

Dia da Terra

Embora não seja uma temática exclusiva da nossa terra não deixo de assinalar que hoje se comemora o Dia da Terra, aliás o 39.º aniversário após em 1970 milhões de americanos se terem manifestado contra a poluição. Infelizmente os problemas ambientais não diminuíram, bem pelo contrário, mas a atenção política, mediática e da opinião pública virou-se quase exclusivamente para a mera luta pelo poder e pelo dinheiro. Os defensores do ambiente são ainda um pouco por todo lado, com especial leitura no nosso país, identificados como os maluquinhos, embora seja um facto que alguns exageram, a causa ambiental deveria ser uma causa comum, deveria fazer  parte dos valores de cidadania, mas como noutras esferas cada um está mais tentado em olhar para o seu umbigo. Celebre-se hoje e nos restantes dias o Dia da Terra.

publicado por José às 11:39
Sexta-feira, 10 / 04 / 09

A festa da Páscoa no Folhadal

Como manda a tradição, embora ameaçada por exemplo pelo calendário escolar, a segunda e terça-feira de Páscoa são dias de festa na nossa terra. Segunda-feira é o dia da bênção da cruz e do baile na sede da Associação. Terça-feira, como sabem, é o dia dedicado à nossa padroeira, realizando-se missa na Igreja de Nossa Senhora da Tosse, seguida da procissão e romaria dos fieis, sendo no final leiloadas as diversas oferendas.

 

Relativamente aos bailes, têm início às 21:30 e seguem o seguinte programa:

  •  Domingo dia 12 - Actuação do grupo Konsuante
  • Segunda dia 13 - Actuação da banda Arte & Som
publicado por José às 09:40
Quinta-feira, 26 / 03 / 09

Nossa Senhora da Tosse

De referir que deixo apenas um pequeno texto sobre a Nossa Senhora da Tosse pelo facto de ter sido alertado, num comentário, para o facto da RTP se ter referido a ela, o que até ao momento não consegui confirmar. Tenho nos últimos dias tentado confirmar a hora da procissão e romaria que tradicionalmente se realiza na terça-feira de Páscoa, mas até ao momento foi em vão. Mas se de facto a RTP se referiu à nossa padroeira certamente o Folhadal reviverá tempos de outrora, com a procissão repleta de fieis a percorrem a nossa aldeia e a cumprirem as suas promessas.

Relativamente à questão colocada pelo Sr. Moreira da Costa, que na sua qualidade de coleccionador de imagens de Nossa Senhora pretende saber se pode adquirir uma réplica de Nossa Senhora da Tosse, não lhe posso responder. Creio que o melhor será tentar falar com algum dos mordomos designados ou com o Sr. padre em Nelas. De qualquer forma o melhor será juntar-se aos peregrinos na procissão e a partir daí falar com as pessoas mais directamente envolvidas.

publicado por José às 10:48
Sexta-feira, 06 / 03 / 09

Já agora!

Já agora por falar em Carvalhal Redondo é lamentável que a estrada velha para Nelas esteja naquele estado, sei que a desculpa é a crise, todavia o problema não é novo, começo a acreditar que foi votada ao abandono. Obviamente as populações também têm culpas, pois também nesta matéria quem cala consente.

publicado por José às 13:46
Blog do Folhadal e de todo o concelho de Nelas

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