Folhadal

 
Segunda-feira, 06 / 09 / 10

Arranjo das nossas fontes

Este Verão uma nota muito positiva para a Junta de Freguesia de Nelas que cuidou das nossas fontes públicas, com a limpeza das duas principais (Rua da Vala e Casa Nova) e arranjo, com a devida pintura, da Fontanheira e Fonte do Outeiro.

 

 

 

 

publicado por José às 18:20
Sexta-feira, 27 / 08 / 10

Reposição da placa da Rua João Pereira de Abreu

Fui informado pela Junta de freguesia que a placa da Rua João Pereira de Abreu foi por esta resposta, após a anterior ter sido quebrada a meio e por essa via derrubada. Pela nossa parte o nosso agradecimento pela resposição da mesma, a todos convém lembrar que nos cabe zelar pelo que é de todos, é certo que podem acontecer acidentes, contudo também sabemos que existem pessoas que se divertem a fazer mal. Sabendo nós que uma placa não faz um rua é bom que esteja no lugar que lhe cabe.

publicado por José às 18:23
Terça-feira, 24 / 08 / 10

O Folhadal no Facebook

Como a Internet mudou um pouco nos últimos dois anos e de modo a divulgar a nossa terra para mais gente e, sobretudo, aproximar alguns folhadenses afastados (ou fenianos se preferirem), pelo menos geograficamente, abri uma pequena página sobre o Folhadal no Facebook. Havia um registo anterior, contudo fico com a impressão tratar-se de um registo feito pelo sistema para cativar interessados, pois não se pode escrever nem acontece nada. Como ao longo de vários anos reuni algum material sobre a nossa terra o Facebook pode ser uma forma de o voltar a divulgar, nomeadamente numa versão mais gráfica, pois a Internet dos conteúdos escritos passou à história, pelo menos é o que parece. Podem encontrar a página no seguinte endereço http://www.facebook.com/pages/Folhadal/113127088741884?ref=mf

Não quero com isto dizer que abandono o blog, embora durante os últimos meses tenha ficado para segundo plano continuarei na medida do possível a olhar por ele, até porque não acredito na miragem das comunidades virtuais, se existem devem ser usadas, mas não esgotam outros formatos.

O mapa identifica alguns lugares, património e instituições: em cima do lado esquerdo o apeadeiro; na zona com mais marcadas, destacadas na parte de cima surgem as marcas que identificam a  placa de atribuição do foral por D. Dinis aos 26 moradores do concelho e um pouco à direita o marco geodésico; embora na se veja, à esquerda o Largo do Colóquio, onde está uma das sepulturas antropomórficas da aldeia; antes da rua da Casanova, o ponto identifica a Igreja de Nossa Senhora da Tosse e o Pelourinho; por fim, do lado direito ao fundo do mapa surge uma marca na Rua Curral do Concelho, e duas por aproximação às duas grandes lages comunitárias - a Lage Grande, no final da Rua da Vala/início da Rua da Lage Velha, e a Lage Velha, no final da rua com o mesmo nome e próximo do Largo da Belavista.

publicado por José às 10:30
Segunda-feira, 23 / 08 / 10

E o fogo logo ali...

Podemos dizer sem espanto que tardava as chamas afectarem a nossa terra, pois infelizmente assim é. Por obra de desgraça de qualquer malandro as chamas têm deflagrado em tudo quanto possa arder, principalmente a norte do rio Mondego. Este sábado foi bem próximo da nossa terra. Como toda a encosta está praticamente reduzida a mato, pois isto dos incêndios não é novidade, adivinhava-se que mais cedo ou mais tarde tal ia acontecer. Não estive presente mas conta quem viu que rapidamente todo o aparato de meios aéreos e terrestres dominaram as chamas. Gostava de acreditar que foi uma vez sem exemplo, contudo o que a experiência diz é que se ardeu num local e foi apagado, como certamente se tata de fogo posto, não se ficará por aí. Teremos de estar atentos nas próximas semanas.

publicado por José às 10:34
Quarta-feira, 11 / 08 / 10

Verão 2010 numa das milhares de tristes imagens

No país, na nossa região e na nossa terra as altas temperaturas juntam-se ao sufoco das chamas, se isto não é o inferno deve andar lá perto, mas os maus da fita anda por aí e devem pensar que andam no céu.

publicado por José às 20:24
Quarta-feira, 11 / 08 / 10

Sobre a placa da Rua João Pereira de Abreu

Relativamente ao comentário sobre a placa da Rua João Pereira de Abreu, a qual se encontra partida ao meio e caída no chão, a informação que tenho é que a Junta de Freguesia de Nelas está a desenvolver todos os esforços no sentido de mandar fazer uma nova placa, pois, tudo indica que o acto de vandalismo ou situação anómala que tenha ocorrido destruíram a anterior. Importa ter presente que esta ou outra placa, assim como qual elemento público existente na nossa terra deve merecer da nossa parte a maior atenção, se não se zelar pelo que é nosso "estamos bem arranjados".

publicado por José às 15:41
Terça-feira, 15 / 06 / 10

Festas do Município de Nelas, 23 a 27 de Junho de 2010

Programa | 23 de Junho

[21h 30] Praça do Município / Palco 1
Grupo Almanova

[22h00] Praça do Município
Marchas Populares
Org. | ADRC do Cimo do Povo e ARC Bairro da Igreja

[21h30] Praça do Município / Palco 1
Arraial Popular
Sardinhada
Grupo Almanova

[01h00] Praça do Município / Palco 2 - Zona Bares
Noite de Karaoke

Programa | 24 de Junho

[22h00] Praça do Município / Palco 1
Ágata

[00h00] Praça do Município / Palco 2 - Zona Bares
Pablo Panchica


Programa | 25 de Junho

[22h00] Praça do Município / Palco 1
Concertinas do Canário

[00h00] Praça do Município / Palco 2 - Zona Bares
Die Kübel
Blackstar


Programa | 26 de Junho

[22h00] Praça do Município / Palco 1
Rádio Macau

[00h00] Praça do Município / Palco 2 - Zonas Bares
David Faria e Mariana Neves
Lado Porto

Programa | 27 de Junho

[21h00 | 22h00] Praça do Município / Palco 1
Cristina Ardisson
Patrícia Cruz

[00h00] Praça do Município / Palco 2 - Zona Bares
Miss Fabs

 

 

Ainda não sei bem como mas eu vou lá estar no stand da APRDÃO

publicado por José às 20:30
Domingo, 02 / 05 / 10

Chegou finalmente a Primavera

Embora faça gazeta nos próximos dias, para tal apontam as previsões, chegou finalmente a Primavera. É bom ver e sentir o colorido, embora os pólens possam deixar-nos menos bem, mas encanta todo este colorido e aroma...

publicado por José às 21:42
Quarta-feira, 24 / 03 / 10

O Domingo de Páscoa é só o começo

Para quem conhece o Folhadal sabe que o Domingo de Páscoa é só o começo da Festa da Páscoa, pois nós por cá temos uma Segunda e Terça-feira de Páscoa. Em termos religiosos a Segunda-feira tem sido o dia da visita pascal, com a tradicional benção da cruz. A Terça-feira é dedicado à nossa padroeira, a Nossa Senhora da Tosse: às 15.30 horas têm inicío os festejos, com a missa na Igreja do Folhadal, a que se seguirá a procissão, terminando com o leilão das oferendas. Em cada um dos momentos os peregrinos podem cumprir as suas promessas.

Em termos pagãos, embora agora existam outras formas de entretenimento quem não se lembra dos famosos bailes de Páscoa? Nessa altura a nossa terra era o centro de toda a região, pois se é um facto que sempre foi uma comunidade fechada, também é bem verdade que quem nos visita é bem recebido e volta, pois temos as pessoas, as tradições e somos como que uma varanda com olhar para a Serra da Estrela ( e do Açor), com o Caramulo perto da vista.

publicado por José às 22:23
Quinta-feira, 11 / 02 / 10

De facto está tudo mudado

É um facto que está tudo mudado, muitas das palavras mudam o significado não por questões geográficas mas porque as práticas a elas associadas desapareceram ou alteraram-se. O melhor exemplo neste momento é dado pelo Carnaval, que de Entrudo nada tem, virou desfile de imitação e esqueceu-se que deveria abrir as portas à primavera e expurgar quase através de todos os meios os horrores de inverno. Digo isto embora desconheça a origem do Carnaval no concelho, o que não deixa de ser um importante desafio para a autarquia e associações envolvidas na sua organização, na medida em que passados vários anos seria bom reunirem em livro um pouco dessa história. Ok, o Carnaval de Canas de Senhorim é mais antigo e preserva mais as tradições mas e daí? O que interessa é que a história é feita por todos, facto que exige maior objectividade e responsabilidade da parte de quem a olha para evitar leituras enviesadas, tirando isso o resto são datas, personagens, feitos...

publicado por José às 13:46
Quarta-feira, 27 / 01 / 10

O nosso Dicionário

Sensivelmente durante as últimas duas décadas alguns termos usados com especial incidência na nossa terra e na nossa região foram sendo progressivamente substituídos pelos termos mais usados no país. Embora lançando nesta fase meros exemplos creio que poderemos em conjunto constituir como que um mini-dicionário, para que as gerações mais jovens e as que virão conheçam as tradições dos seus antepassados. Sempre que possível devem ser termos só da nossa região, mas como sabem muitos deles têm uso também fora dela.

Para já lembrei das seguintes:

Abelhão - o mesmo que vespa.

Abrunhos - o mesmo que ameixas, sendo que o que se designa como ameixas é um fruto distinto, ao contrário do primeiro não é redondo e é colhido em Setembro/Outubro.

Acartar - transportar algo de um lado para o outro, tradicionalmente no caso dos homens às costas e no caso das mulheres à cabeça.

Acoitar - o mesmo que proteger da chuva.

Afolar - provavelmente tem origem no termo folar, usado em muitas regiões para designar um tipo de bolo de Páscoa, na nossa terra tem outro significado, afolar é a prenda que os padrinhos dão aos afilhados na Páscoa.

Alguidar - o mesmo que bacia, recipiente usado na cozinha, por vezes também designado por taça. O termo também se aplica ao recipiente antes utilizado para lavar as mãos.

Alimentar pançudos - não estar para alimentar pançudos significa não estar para dar lucros a quem não precisa.

Aguçadoira - o mesmo que afia. Noutras regiões refere-se igualmente à pedra para afiar facas.

Baeta - o mesmo que barbeiro/cabeleireiro de homens.

Bácaro - o mesmo que porco.

Barbeiro - estar um grande barbeiro significa estar muito frio.

Borralha - termo conhecido pela referência à Gata Borralheira, significa pois o mesmo que cinza.

Bucha (comer a/ir à) - o mesmo que lanchar, embora por vezes aplicado a todas as refeições. Refere-se também a alguém obeso.

Bufar - o mesmo que soprar.

Cabaço - se em alguns locais significa o mesmo que cabaço por cá tem ainda outros dois significados: 1. objecto metálico semelhante a um pequeno balde de zinco com um cabo de madeira atravessado usado para retirar água de poços menos profundos 2. o mesmo que "levar uma tampa" de alguém com quem se desejaria namorar.

Caçoila - o equivalente a um tacho mas de barro e para usar na lareira, normalmente colocado em cima de umas trempes.

Capa - o mesmo que dossier ou então uma capa para proteger da chuva.

Caibro - o mesmo que barrote.

Caruma - agulhas dos pinheiros.

Cavaleiro - o mesmo que picota, engenho com origem árabe para elevar a água: na nossa terra a base pode ser de granito ou madeira, essa base sustentava um tronco de madeira, que na extremidade externa ao poço tinha um contrapeso e na extremidade que dava para o poço um vara comprida de modo a aceder a toda a profundidade do poço, com um gancho na ponta para pendurar o balde, o qual poderia ser de madeira.

Cavalete - ao cavalete também se chama burra,  trata-se do equivalente a duas cruzes na extremidade de dois conjuntos de barrotes que após serem fixos a cerca de 1 metro de distância, por cerca de 1 metro de altura, servem para colocar rolos, de pinheiro ou outra árvore, para assim serem cortados mais facilmente.

Ceitoira - com a Revolução de Abril a ceitoira era afinal uma foice e o que chamávamos foice era também conhecido por gadanha.

Chá da meia noite - dar a alguém o chá da meia noite é o mesmo que envenenar.

Charrueco - pequena charrua normalmente puxada por um/a burro/a.

Costilos - pequenas armadilhas de arame que com um isco (azeitona, "bicha" do milho...) servem para apanhar pássaros, muito usados durante nos meses de Julho e Agosto próximo do milho pronto a colher para apanhar tralhões.

Dejuar - termo praticamente contrário a jejuar, refere-se ao pequeno almoço ou a uma pequena refeição antes deste, também conhecido por dejuadoiro e por mata-bicho.

Encher a pança, odre, bandunho - alguém que só pensa encher a pança, o odre ou o bandunho apesar das referências à alimentação é genericamente alguém que só pensa em si.

Encherga - o mesmo que colchão e especificamente a um colchão de pano cheio de palha centeia. Fica a dúvida quanto à ortografia, contudo enxerga refere-se à visão.

Escanevadas (de Abril) - termo normalmente utilizado para descrever a queda de chuva no início da Primavera e que por isso intercala aguaceiros com sol radioso quase de forma imprevisivel.

Esparrela (cair na) - cair na esparrela é o mesmo que cair na jogada, ser enganado.

Estar de morto - diz-se d eum terreno que está por cultivar.

Fasca - ao malhar o milho com uma debulhadora mecânica solta-se a película fina que envolve cada grão, uma vez que está seca e se solta aos milhares produz uma espécie de almofada que o povo usava exactamente para encher as almofadas, à semelhança do colchão, neste caso  era cheio com palha de centeio, tudo era natural e reciclável.

Farpela - referência ao vestuário com aspecto mais janota.

Fona - andar numa fona significa andar numa grande agitação, ter muitas coisas para fazer, equivalerá em termos populares ao andar em stress, embora aquele stress dito bom.

Forro - termo que designa, por exemplo, forro do casaco, e serve igualmente para designar sotão da casa, onde normalmente se guardavam as batatas.

Fragoeiro - vara normalmente usada para mexer as brasas no forno onde se cozia (e por vezes ainda coze) o pão (a broa).

Galhos - ramos de uma árvore.

Gamela - utensílio usado para transportar, por ex., o pão após sair do forno, uvas, hortaliças ou lenha, feito integralmente de madeira, com cerca de de 1m de comprimento.

Gesta (ou giesta) maia - de cor amarela usada no dia 1 de Maio para pendurar à entrada de casa para afastar a fome  e trazer boas colheitas (a cor amarela simboliza a fome).

Lambão - diz de alguém que é preguiçoso.

Lameiro - terreno com muita abundância de água, parcialmente inundado no inverno, o que permite o crescimento de erva tenra para o gado.

Lampeiro - lampeiro ou ter a mão lampeira diz-se de alguém que gosta dos bens alheios.

Larica - erva que por vezes se encontra no meio do centeio. Estar com larica significa igualmente estar com fome

Lavadoiro - normalmente um tanque público associado a uma nascente onde as mulheres lavavam a roupa, agora praticamente sem uso.

Lavagem - diz-se da comida que se dá aos porcos e que se colocava na pia, normalmente feita de granito ou madeira.

Maceira - móvel de cozinha tradicional composto por duas partes: a parte inferior é normalmente usada para guardar as mercearias de uso corrente na cozinha, a parte superior tem uma tampa que uma vez aberta dá acesso a uma área ampla, com cerca de 30 cm de profundidade, onde era amassado o pão e onde levedava.

Manco - diz-se de alguém coxo, mas também se aplica a um banco desequilibrado ou a uma mesa

Maquia - termo usado actualmente como referência a determinado valor monetário, referia-se mais a determinada quantidade de farinha na transacção com o moleiro.

Marmita - o equivalente a termo, recipiente usado pelos trabalhadores para levarem o almoço.

Marosca - fazer alguma marosca significa o mesmo que alguma maldade, o mesmo que trafulhice.

Marreco - o mesmo que pato.

Marreca - tem dois significados: 1. o mesmo que pata, 2. alguém com uma corcunda.

Moquir - ir moquir é um regionalismo que significa o mesmo que comer ou em termos populares ir marfar.

Olho fino e pé ligeiro - conselho que se dá para que outrem tenha cuidado, para estar alerta.

Pantomineiro - diz-se de alguém que tem uma vida vadia, irresponsável.

Palheira - casa para guardar palha, por vezes existente nas propriedades.

Partir pedra (ir) -  ir partir pedra ou partir cascalho é o mesmo que ir dormir, aliás quando alguém dorme profundamente também se diz que dorme como uma pedra.

Peneira - objecto usado para peneirar farinha, ou seja, separar algum farelo da farinha.

Peneirento - diz-se de alguém que é vaidoso.

Pia - recipiente normalmente de granito, por vezes de madeira, onde se colocava a comida do porco.

Piqueta - o mesmo que lanche a meio da manhã.

Poça - feminino de poço, mas com características diferentes, na verdade trata-se de um pequeno dique geralmente próximo de uma pequena nascente. Poça é também um pequeno charco feito pela acumulação de água normalmente após queda de precipitação.

Pranheira - parte superior da lareira usada por vezes para colocar objectos decorativas e por baixo da qual eram colocados os enchidos.

Pucaro - refere-se tanto ao recipiente usado na lareira por exemplo para ferver água, normalmente de pequenas dimensões, como ao recipiente suspenso na base dos pinheiros e usado na actividade resineira.

Quelha - referência usada em termos urbanos para designar uma rua estreita serve na nossa terra para designar cada uma das parcelas dos terrenos agrícolas, normalmente em socalco.

Ráfia - o mesmo que piteira, planta cujas folhas servem para fazer a ampa (vinha), sendo também usada para atar palha, erva...

Rodilha - resto de pano ou feita folhas de piteira enrolado que servia para atenuar a pressão da carga transportada pelas mulheres à cabeça.

Salvar - Salvar alguém significa cumprimentar por exemplo com votos de Bom dia.

Salgadeira - o equivalente a uma arca de madeira usada na salga do porco após a matança, onde também se conservavam ovos.

Salta rostos - animal da classe dos répteis conhecido no resto do país pela designação de osga.

Saraiva - o mesmo que granizo.

Sei o que a escola gasta - expressão significa "a mim não me enganas tu, já te conheço bem".

Sem espinhas - diz-se de uma tarefa que não tem qualquer problema em realizar-se

Sobrado - separação em madeira entre os pisos de uma casa antes do cimento se generalizar.
Sombreiro - o mesmo que guarda-chuva ou chapéu de chuva e que outrora tinha mais uso que estes últimos, o termo terá porventura origem no termo castelhano sombrero.

Taleiga - segundo alguns dicionários é uma medida antiga de azeite e trigo), na região refere-se a um pequeno saco de farinha.

Tantas vezes a cântara vai à fonte que por lá fica - por analogia com os/as cântara(o)s de barro que se partiam facilmente a expressão significa genericamente que tudo pode acontecer, apesar de alguma teimosia.

Tocar arpa - dizia-se de alguém que passava fome.

Traela - utensílio agrícola usualmente utilizado para malhar cereais, conhecido noutras regiões por malho (não sei ao certo se a ortografia está correcta).

Trempes - base metálica com 3 ou 4 "pernas" onde se colocavam tachos e caçoilas ao lume.

Troca-tintas - o mesmo que aldrabão, sendo por vezes o termo substituído por trapaceiro, nomeadamente que alguém se refere a outrem em caso de negócios.

Trunfa - ter uma grande trunfa é ter uma grande cabeleira, o mesmo que lanzudo, por vezes é ainda utilizado o termo repa, termos mais aplicados aos homens.

Verdugo - macho da cobra.

....a lista é para continuar, se se lembrarem de alguma digam.

 

Normas de citação: caso utilizem esta proposta de dicionário é favor citarem autor e título, pese embora o facto de ser uma descrição de memória merece tal referência: José Gomes Ferreira, in blog do Folhadal http://folhadal.blogs.sapo.pt/

publicado por José às 22:08
Segunda-feira, 25 / 01 / 10

Saudades do Planalto

Uma vez que tenho sido sucessivamente interpelado para divulgar uma ou outra situação ou apenas para activar a memória sobre o antigo jornal Planalto não deixo de trazer aqui algumas palavras. Creio que sabem o que penso relativamente ao actual jornal, se bem se lembram foi minha intenção no momento de ser retomado continuar a ser colaborador, para o efeito enviei um artigo no qual defendia determinada linha editorial. Como sabem não foi publicado, aliás ignoraram as minhas propostas, sendo óbvio que têm toda a legitimidade para o fazer, nem coloco isso em causa. O problema é que abdicou do seu papel fundamental - de ser um órgão de informação local ao serviço de toda a comunidade - transformou-se num órgão da paróquia, contra o qual nada podemos dizer, mas é com desagrado que muitos anteriores leitores registam tal mudança. Todos sabemos que em Nelas existe de momento outro jornal, contudo creio que cada um teria o seu espaço e os seus leitores. Os blogs e as páginas podem chegar a muita gente, sobretudo pelo mundo fora, mas o registo em papel é ainda o que chega a muitos cidadãos, com a vantagem de permitir um arquivo mais organizado e também acessível. As vendas dos jornais podem estar em queda, muitos jornais chegaram a fechar por todo o lado em 2009, apesar de tudo isso, o jornal em formato papel é sem dúvida um dos meios de informação e comunicação mais democráticos do ponto de vista dos leitores. Pois seja o jornal do dia ou com vários dias, chega a muito mais pessoas, sendo somente ultrapassado pelos canais de televisão generalista.

publicado por José às 19:31
Segunda-feira, 25 / 01 / 10

Aos passageiros do comboio IC 510 do dia 13/12 com destino a Lisboa

No Domingo dia 13 de Dezembro necessitei de regressar a Lisboa no comboio das 08:22. Ao chegar à Estação de Nelas a tempo e horas estranhei a presença do comboio internacional, mas como tudo é possível não liguei muito. Mais estranho foi depois, o IC nº 510 chegou a Nelas à hora certa, até aqui tudo bem, o problema foi quando chegou a Santa Comba Dão. Em Santa Comba lá estava o comboio internacional. Praticamente após ter parado o IC o sr. Revisor informou os passageiros que devido à queda de uma cantenária o comboio em causa iria permanecer naquela Estação cerca de 120 minutos. Acho que ninguém ficou indiferente a tal anúncio, pois além de ser muito tempo poderiam ter avisado na Estação de Nelas, apesar dos transtornos voltaria para casa. Com algum custo lá se passou o tempo, findo o qual o comboio retomou a sua marcha. Antes disso o sr. Revisor tinha distribuído os formulários/carta para pedir o reembolso do valor do bilhete, o que fiz passado uns dias.
Semanas depois tal não é o meu espanto, tinha na caixa do correio uma carta da CP. Na altura estranhei a rapidez, mas sabia que a CP se estava a esquivar à devolução do valor do bilhete. Para quem não sabe, atrasos superiores a 1 hora obrigam à devolução do bilhete, o que em 2009 me aconteceu mais duas vezes, nos casos sem problema. Bem 3 vezes uma situação de atraso superior a 1 hora num ano só é azar a mais ou sinal que nem tudo vai bem, mas adiante.

Atraso do comboio IC 510 do dia 13/12 com destino a Lisboa

Em carta assinada pela Sra. Directora Comercial a escusa ao pagamento foi justificada com "causas ambientais", as quais, de acordo com a lei, muito bem descrita na referida carta, não dá direito a reembolso. Como quem passou 2 horas a "secar" em Santa Comba Dão e ouviu a informação do Sr. Revisor não pode ficar calado protestei, descrevendo o processo tal como agora. Ah é verdade, apesar de ser mais um dia de inverno o tempo estava estável, muito frio sim, mas estava bom, ao ponto de ter ido a pé para a Estação.
Hoje recebi a resposta da Sra. Directora Comercial da CP. Mais uma vez acho que pouco importa para a CP se mantiveram os passageiros 2 horas ou mais, vejam o mais importante da resposta:
"Lamentando, desde já, a situação descrita, informamos que o Comboio Intercidades nº 510 do dia 13 de Dezembro 09 circulou com atraso devido a constrangimentos da infraestrrutura motivados por causas naturais (queda de árvore na via)".
Não sei se o mesmo aconteceu com outros passageiros mas, face à informação do Sr. Revisor e à ausência de informação prévia na Estação de Nelas, acho os argumentos usados apenas uma forma da CP não ter de devolver o valor dos bilhetes. Não é o valor do bilhete que está em causa, a atitude essa sim é condenável. Até porque chegar a Lisboa às 11:22 não é chegar pelas 14 horas.

Atraso do comboio IC 510 do dia 13/12 com destino a Lisboa
publicado por José às 19:22
Segunda-feira, 18 / 01 / 10

E limpar o matagal?

A campanha Limpar Portugal lança o mote para a limpeza das matas, no caso específico para a limpeza do lixo que ilegalmente é depositado em tudo quanto é sítio. A ideia deveria ser aplicada a outros problemas, nesse caso não deixando o ónus da execução exclusivamente do lado dos cidadãos. Sempre defendi que quem recebe dinheiro do Estado deve fazer algo para merecer o que recebe - excluo naturalmente quem por questões de saúde não o pode fazer. Não faz sentido ter famílias a viver à custa de subsídios, pois se são assim estimuladas a viver nunca vão exercer uma actividade produtiva. Adiante, pois não é especificamente sobre a questão que quero falar. Como dizia, seria óptimo aproveitar a ideia da campanha Limpar Portugal e transpor a mobilização e vontade para outras iniciativas. No caso do nosso Folhadal seria, quem sabe, uma forma de se ter acesso ao Buraco da Moira e de se conseguir dar alguma dignidade à Orca e área circundante.

publicado por José às 12:46
Domingo, 17 / 01 / 10

Nova cara

Ao verificar que o acesso ao arquivo do blog não era o melhor decidi usar um dos novos modelos do Sapo para dar uma nova cara ao blog. Pode sofrer alguns ajustes mas de momento fica assim. Como podem ver, é possível do lado direito aceder directamente ao arquivo, o qual constitui a base do blog, pois para quem sabe contém a minha participação no saudoso Planalto, agora transformado, sem me permitem e com o respeito  que as pessoas e instituições me merecem, em boletim da paróquia. Mas é óbvio que o blog não é constituído apenas pelo arquivo, ainda acabe por me desdobrar entre o blog de Nelas e o do Folhadal procuro não esquecer as minhas raízes, até porque Nelas por si tem uma história recente, o que equivale a dizer que o Folhadal tem uma herança que importa registar e divulgar.

publicado por José às 14:57
Quarta-feira, 06 / 01 / 10

Dia 20 de Março vamos Limpar Portugal

A campanha Limpar Portugal promete ser um exemplo de cidadania e de preocupação ambiental, resta saber se a cooperação entre a sociedade civil e as entidades públicas e privadas deixa frutos. Convém lembrar que compete ao Estado fiscalizar preventivamente a deposição dos lixos nas matas e em todos os locais não apropriados, o problema é que o Estado se demite em regra do exercício dessa sua função, justificando-se com a falta de verbas ou com a delimitação de competências da instituição A ou B. Vai que não vai os prevaricadores aproveitam e depositam lixo onde e quando querem.

Deveremos também ter coragem de assumir que a política de recolha pelos Ecocentros não favorece as boas práticas ambientais. O cidadão deveria ser premiado pelas boas práticas, o que acontece é que sendo obrigado a desembolsar alguns euros aproveita a via  mais fácil. Não é desculpa, é verdade! Mas se não se promovem verdadeiramente boas práticas de pouco servem as campanhas. O que a prática me diz é que tudo pode voltar ao momento, lembro-me de denunciar a deposição de lixo no campo de tiro da Estrada da Felgueira, assim como a situação da lixeira de Vale de Madeiros e, se a memória não me falha, a constante deposição de lixo no caminho que vai de Nelas para a Urgeiriça. No caso do campo de tiro foi colocada uma corrente e um aviso, só que não durou sempre. Se é um facto que ao Estado cabe fiscalizar estas acções, aos cidadãos compete, no mínimo, usarem algum bom senso que lhe reste, pois além do mau aspecto, estão a colocar o rastilho para eventuais focos de incêndio ou a contribuírem para a contaminação dos poucos cursos de água ainda não poluídos.

Dia 20 de Março vamos Limpar Portugal

publicado por José às 14:49
Terça-feira, 29 / 12 / 09

Neste grande esgoto

Sobre a reportagem da SIC sobre a ETAR inexistente na Póvoa da Roçada deixei algumas palavras no blo de Nelas, contudo não deixo de relembrar aqui o problema através de uma imagem com alguns anos, até para não esquecer que sempre tivemos uma Póvoa da Roçada no Maninho. Aqui não cheira, mas quem viajar na estrada Nelas-Seia ou Seia-Nelas saberá que de agradável não tem nada.

publicado por José às 22:16
Quarta-feira, 16 / 12 / 09

Feliz Natal e que 2010 nos traga coisas boas

publicado por José às 20:43
Terça-feira, 17 / 11 / 09

Sobre a "Rua Curral do Concelho"

Relativamente à Rua Curral do Concelho, agora denominada pelos vistos ao gosto do morador insatisfeito com o nome anterior, pelo que me foi dito é possível voltar a ter o mesmo nome, será para tal necessário organizar um abaixo-assinado. A questão que se coloca é a de saber se a insatisfação relativamente ao nome por parte desse morador é capaz de se sobrepor à história da nossa terra? Não me cabe a mim responder, embora seja pública a minha opinião, o que me causa perplexidade foi a aceitação da mudança por parte da autarquia sem ouvir mais ninguém, pois aqui não basta aplicar a lei, seja ela qual for, está em causa um testemunho que importa preservar.

publicado por José às 10:15
Terça-feira, 03 / 11 / 09

Novidades da nossa terra

Se tivesse que resumir as novidades mais recentes na nossa terra escolheria duas, ambas do conhecimento público. A primeira é do foro político, com o rearranjo inerente às últimas eleições para a  Assebleia de Freguesia o Rui Barros tomou posso na Junta de Freguesia de Nelas, tarefa para a qual lhe desejo toda a sorte e alento. A segunda novidade também não é uma novidade, pois tenho alertado sistematicamente para o problema - falo das alterações climáticas e dos efeitos locais. Se a vindima se realizou logo no início de Setembro para quem não segue como antes o ritmo das culturas espanta que no final de Outubro se começa a apanha da azeitona. Onde irá tudo isto parar? É importante que o problema seja levado a debate à escala local, pois são os efeitos de proximidade os que mais cedo vamos sentir. Se é um facto que as tempestades noutros países nos causam alarmismo, é o que acontece à nossa porta que nos levará a mudar de comportamentos.

publicado por José às 20:55
Segunda-feira, 12 / 10 / 09

Tratem-nos com que dignidade que merecemos

Não quis fazer seguir a minha queixa em período eleitoral para evitar politizar a questão, até porque tem sido uma prática de sucessivos elencos autárquicos, basta ver que a iluminação é subitamente interrompida, como se o Folhadal fosse o outro lado do mundo. É lamentável que na "construção" do passeio da Av. António Monteiro tenham ficado escassos metros a separar o Folhadal da sede de concelho. Merecemos sem dúvida ser tratados de outra forma, para não falar no facto doo risco que implica, pois no Inverno com a erva molhada que se aventurar a pé o melhor que tem a fazer é desviar-se pela estrada. Faço votos para que este problema seja resolvido em breve, pois bastará calcetar aqueles metros que nos separam da vida cosmopolita.

publicado por José às 12:46
Segunda-feira, 14 / 09 / 09

Romaria em honra de Santa Eufémia, 20 de Setembro, Folhadal

 

A Romaria em honra de Santa Eufémia que tradicionalmente se realizava na Igreja do Folhadal no dia de 16 de Setembro, na altura a celebrar a colheita do milho e a preparação para as vindimas, realiza-se na tarde (16 horas) do próximo domingo dia 20 de Setembro.

 

publicado por José às 23:52
Quinta-feira, 20 / 08 / 09

"Rua Curral do Concelho", o fim de uma rua com história

Não sei de quem foi a ideia e qual o objectivo, sei é que a mudança efectuada a médio prazo contribuirá para apagar da memória o facto do Folhadal ter sido concelho. Creio que com o nome anterior as pessoas desconhecendo a história da nossa terra colocaria a questão do porquê de tal nome. A que alguém responderia com os argumentos disponíveis que ali teria funcionado o equivalente a uma autarquia. Podendo o nome não ser feliz conferia identidade à rua, que assim se vê remetida a um lugar comum, sem beleza, sem história, sem identidade.

 

publicado por José às 13:18
Terça-feira, 18 / 08 / 09

Nós por cá

Este ano é um daqueles em que apetece estar um pouco distante, pois é só política, para nossa insatisfação não basta a poluição dos cartazes, a essa se adiciona a poluição das conversas. Julgava que só se falava sobre futebol mas o ano eleitoral mudou o figurino. Infelizmente as opções não são nenhumas, mas é preciso aceitar que faz parte do processo dito democrático. A única coisa que desejo mesmo é que tudo isto passe depressa e que deixem tudo pelo menos limpinho.

publicado por José às 18:41
Blog do Folhadal e de todo o concelho de Nelas

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